Clique e Assine CLAUDIA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

WhatsApp supera Facebook como fonte de notícias

O novo algorítimo fez com que os usuários perdessem a confiança na rede social

Por Pamela Malva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 jun 2018, 01h07

Além de uma grande rede social, o Facebook também é uma plataforma usada pelos sites de notícias para facilitar o contato com o público. No entanto, a última atualização do aplicativo fez com que seu algorítimo mudasse, alterando a sequência de postagens que aparece no seu feed. Essa mudança fez com que a plataforma deixasse de ser uma grande transmissora de notícias.

Com a mudança e a força que o WhatsApp vem ganhando entre os usuários, é possível perceber um movimento de migração de uma plataforma para a outra quando se busca onde ler notícias. As pessoas, de forma geral, tem preferido e confiado mais nas notícias que circulam no aplicativo de mensagens do que na rede social.

De tempos em tempos o algorítimo de diversas redes sociais muda, visando atender às demandas dos usuários. Mas o novo formato do Facebook faz com que você não consiga ver mais as norícias primeiro. Logo que abre o plicativo, as primeiras coisas que vê são as postagens dos seus amigos e da sua família. E isso acontece porque os desenvolvedores da marca quiseram assim.

Leia mais: Saiba quem é brasileiro identificado em vídeo machista

Essa escolha diminuiu muito a quantidade de cliques em páginas que divulgam notícias, levando algumas a pararem completamente sua movimentação. A Folha de São Paulo, por exemplo, deixou de alimentar seu perfil logo no começo do ano. Em um contexto geral, o novo algorítimo reduziu a visibilidade do jornalismo na plataforma.

Dessa forma, o Facebook deixou de ser um dos principais sites consultados quando se procura por notícias verdadeiras (é válido lembrar que nem tudo que circula na plataforma é, de fato, real; a melhor saída é sempre confiar em perfis de jornais com credibilidade).

Continua após a publicidade

A pesquisa feita pelo instituto Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo (Reuters Institute), antes mesmo da mudança do algorítimo, confirma a redução de usuários que visitam o Facebook para se atualizar das notícias recentes. Foram ouvidas 74 mil pessoas, de 37 países.

Leia mais: Sobrinha de Lady Di usou tiara do casamento da tia para subir ao altar

Dentre os resultados encontrados, foi possível analisar que o uso do Facebook para ler notícias caiu 9% entre o público adulto e 20% entre os jovens, em relação a 2017. Quanto às outras plataformas, apenas 23% dos entrevistados confiam nas notícias lidas em redes sociais, sendo que 34% confiam nos mecanismos usuais de busca.

Grande parte dessa desconfiança vêm da preocupação que os usuários têm com privacidade, fake news e debates agressivos na rede. Mais da metade dos entrevistados (54%) disse que desconfia da veracidade do que lê na internet.

Essa desconfiança é bem maior em países como Brasil (85%), Espanha (69%) e Estados Unidos (64%), onde as discussões e situações políticas são muito comuns nas mídias sociais.

Continua após a publicidade

Leia mais: Nem Kate, nem Meghan: conheça a integrante mais chique da realeza

Como consequência desse movimento de abandono das redes sociais como fonte de notícia, o número de pessoas que pagam por notícias completas e de confiança on-line cresceu em vários países. As notificações por e-mail e por celular, como as news-letter, estão ajudando a criar maior lealdade dos leitores.

A pesquisa também mostrou que o uso do WhatsApp como fonte de notícias triplicou nos EUA, em apenas quatro anos, além de ter aumentado ainda mais em países como Malásia (54%) e Turquia (30%). Isso se deve ao fato desses países apresentarem perigo aos que expressam opiniões políticas em redes abertas.

Veja mais: Em rara aparição, filho fofo de Danielle Winits é sucesso

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
10 grandes marcas em uma única assinatura digital

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!

Receba mensalmente Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições
digitais e acervos nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de 14,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.