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Não há indício de coagulação gerada por vacina, segundo agência europeia

Até o momento, não é possível relacionar a vacina de Oxford, a AstraZeneca, com o surgimento de coágulos no sangue

Por Da Redação Atualizado em 16 mar 2021, 19h35 - Publicado em 16 mar 2021, 19h28

Após a suspensão da vacina de Oxford, a AstraZeneca, em diversos países, o órgão regulador de medicamentos da Europa afirmou nesta terça-feira (16) que não há indícios de que o imunizante contra Covid-19 coagule o sangue.

Segundo a Agência Europeia de Medicamentos, os benefícios da vacina continuam a superar os riscos de possíveis efeitos colaterais. A diretora Emer Cooke pontuou que a agência deve concluir a revisão na quinta-feira (18).

Por conta da especulação, ministros da saúde europeus também debateram sobre o uso da vacina contra Covid-19, AstraZeneca, na região.

Com o número de infecções crescendo novamente na Alemanha, o risco de mais escassez de vacinas deve aumentar a pressão sobre os políticos que foram criticados por seus programas de imunizações.

Até o momento, a União Europeia recebeu 14 milhões de doses da AstraZeneca, sendo que quase 8 milhões de doses ainda não foram administradas.

Cerca de 30 milhões de doses da AstraZeneca devem ser entregues até o final deste trimestre. Porém, com as precauções mais recentes das imunizações, os lotes podem sofrer atrasos. O objetivo era imunizar 70% dos adultos até o final de setembro.

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Mesmo antes da suspensão, a empresa que produz a vacina de Oxford teve atrasos na produção e considerou os problemas como típicos de um novo produto.

Para União Europeia, a AstraZeneca disse que só será capaz de entregar 100 milhões de doses, aproximadamente um terço do número planejado, na primeira metade do ano.

O Secretário de Estado francês Clément Beaune afirmou nesta terça-feira que não exclui a opção de entrar com recurso legal contra a empresa devido aos atrasos das doses.

A autopsia no corpo de um professor que morreu de um ataque cardíaco repentino, poucas horas após a vacinação, não indicou até o momento indícios que permitam relacionar a morte com a vacina.

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