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Suprema Corte dos EUA derruba sentença que garantia o aborto legal

A decisão dos juízes elimina o direito constitucional das mulheres a realizarem a interrupção da gravidez

Por Sarah Catherine Seles 24 jun 2022, 16h40

Nesta sexta-feira (24), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a sentença que garantia o aborto legal no país. A histórica decisão chamada Roe contra Wade, de 1970, que estabeleceu o direito constitucional à interrupção da gravidez foi derrubada por seis votos contra três.

Os juízes que votaram a favor apontaram que a “Constituição não confere o direito ao aborto”. Samuel Alito, um dos juízes, reforçou que “está na hora dos estados legislarem sobre o tema”.

Agora, cada estado pode decidir como quiser sobre o tema. A decisão já havia sido vazada através de um rascunho em maio e representa vitória para o partido Republicano, os conservadores e religiosos norte-americanos que buscavam proibir o aborto.

Analistas dos EUA apontam que a interrupção da gravidez, mesmo quando em caso de estupro, incesto ou risco de vida para a mãe, poderá ser proibida em metade do país, nos estados conservadores.

O grupo de juízes progressistas, que votaram contra, publicaram uma nota que diz “tristemente, muitas mulheres perderam hoje uma proteção constitucional fundamental”.

Centenas de mulheres estão protestando em frente à sede da Suprema Corte após a decisão. Quando a informação foi vazada, pessoas de várias regiões do país se reuniram para manifestar contra a decisão dos juízes.

Após o estado do Mississippi aprovar a legislação que proíbe o aborto após 15 semanas de gestação, mesmo em casos de violência sexual, a lei que proíbe a interrupção entrou em julgamento.

Organizações de direitos das mulheres apontam que as mais pobres e pertencentes a minorias serão as mais afetadas pela medida, já que as mais ricas tem condições de viajar para outros estados que permitem o aborto.

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