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Secretária de Saúde do Amazonas é presa

A prisão temporária faz parte de investigações de superfaturamento na compra de equipamentos respiratórios em Manaus

Por Da Redação - 30 jun 2020, 12h43

Simone Papaiz, secretária de Saúde do Amazonas, e outras sete pessoas foram presas temporariamente hoje (30), pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF).

A prisão faz parte da Operação Sangria, que investiga supostos desvios de verbas destinadas ao combate ao coronavírus no Estado. Segundo as investigações, o governo do estado comprou, com dispensa de licitação, 28 respiradores de uma importadora de vinhos. A secretária argumenta que o contrato foi assinado em 8 de abril, com valor de R$ 2,976 milhões (uma diferença de 133% superior ao maior preço praticado no país durante a pandemia), é anterior ao início de sua administração na pasta.

Ainda nesta terça-feira, os agentes estiveram com um mandado de busca e apreensão na residência do governador Wilson Lima, que estava em Brasília quando a Polícia Federal chegou. Ele faz parte da lista de 13 pessoas (jurídicas e físicas) que o Superior Tribunal de Justiça determinou o bloqueio de bens. Segundo o Ministério Público Federal, o governador participou diretamente das compras superfaturadas de respiradores e do direcionamento na contratação de empresa, da lavagem de dinheiro e da montagem de processos para encobrir os crimes praticados.

Secretaria de Saúde (Susam)/Divulgação

O empresário Fábio Passos, dono da importadora que vendeu os equipamentos, também é alvo de mandado de prisão temporária.

 

 

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