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Papa Francisco telefona para o Arcebispo de Manaus

Pontífice se preocupa com as vitimas em Manaus, que é a cidade com maior número de mortos no país

Por Ana Claudia Paixão - Atualizado em 26 abr 2020, 18h37 - Publicado em 26 abr 2020, 15h37

Preocupado e emocionado com as imagens das valas comuns, onde  os mortos pela COVID-19 foram enterrados em Manaus, o Papa Francisco tomou a iniciativa de telefonar para seu amigo, o arcebispo dom Leonardo Steiner, que está à frente da arquidiocese desde o início do ano. O telefonema aconteceu no sábado (25) e surpreendeu o religioso.

Os dois conversaram sobre a situação da capital amazonense, que é a que mais sofre hoje entre todas das cidades da região, concentrando 25% dos casos da área. Também foi a primeira cidade do país em que o sistema de saúde colapsou por causa do novo coronavírus. Por conta do número de mortes, o maior cemitério da cidade passou a enterrar vítimas da COVID-19 em valas comuns.

“Nós, da igreja, temos insistido, mas muitos não têm observado isolamento. Na periferia, como fazer isolamento em casas tão pequenas, com um número elevado de pessoas? É extremamente difícil”,  disse dom Leonardo à Folha de São Paulo.

O Papa pediu ao arcebispo que comunicasse às famílias que perderam parentes que ele está acompanhando com as orações. A Igreja Católica  tem distribuído cestas básicas para pobres e imigrantes e monitora a situação dos cerca de 30 mil indígenas que moram em Manaus.

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“Ele perguntou muito a respeito dos povos indígenas, como estão sendo atendidos. Na Europa toda, correu essa questão dos enterros: ‘Eu queria mostrar a proximidade, o apoio, estou rezando por vocês, você diga ao povo de Manaus, que estou acompanhando’,” disse o arcebispo sobre o recado do Papa.

Para o Papa, a Amazônia é uma das suas prioridades e ele busca fortalecer a presença da Igreja Católica entre os povos indígenas e tradicionais, além de defender a preservação ambiental.

Hoje o Amazonas é o estado com a maior incidência do novo coronavírus do país, com 3.635 casos confirmados e 287 mortos.  Segundo Dom Leonardo, a conversa com o Papa encerrou com uma benção especial para as vítimas e parentes da região.

Em tempos de isolamento, não se cobre tanto a ser produtiva:

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