Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Claudia por apenas 7,99

A importância da luta contra a LGBTfobia no ambiente familiar

No Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia, uma plataforma online é lançada no Brasil para conscientizar crianças sobre identidade de gênero

Por Sarah Catherine Seles
17 Maio 2021, 19h07 • Atualizado em 29 jun 2021, 16h24
Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia
Casos de homofobia aumentam no Brasill. (MarijaRadovic/ThinkStock)
Continua após publicidade
  • Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). Por isso a data é marcada como o Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia. O marco, apesar de muito importante, não significou o fim da discriminação das pessoas LGBTQIA+.

    Em decorrência da data, a organização não governamental brasileira CEPIA e as iniciativas internacionais voltadas para os direitos humanos, a Advocates for Youth, Answer y Youth Tech Health (AMAZE LAC) e International Planned Parenthood Federation Western Hemisphere Region a (IPPFWHR), se juntaram para trazer ao Brasil uma plataforma online para instruir pais e filhos sobre identidade de gênero. Por meio de animações e vídeos curtos, a plataforma traz informações sobre educação sexual. 

    O primeiro vídeo explica nomenclaturas e conceitos de identidade de gênero de um jeito descomplicado e didático. “Não importa sua aparência, atitude ou roupa, isso não define por quais pessoas você se sente atraída ou atraído ou a que gênero você pertence”, aponta a animação.

    A psicóloga Mariana Luz ressalta a importância da data para as famílias LGBTs, que não são inseridas nos padrões estabelecidos socialmente. O que, para ela, fere os direitos das pessoas de serem quem são. “Essa data é importante porque a gente vive em uma sociedade heteronormativa, que o tempo todo é pautada por valores conservadores, considerando só um modelo de família”, comenta. 

    Continua após a publicidade

    Mariana aponta que a educação é essencial para a normalização da criança acerca da comunidade e de famílias LGBTs. “Uma boa dica é buscar alguns materiais didáticos com a temática LGBT”, afirma. 

    + 9 livros infantis para que as crianças valorizem toda forma de amor

    “Essa criança vai poder ser quem ela é porque a construção da nossa orientação sexual, bem como da nossa identidade de gênero, é uma construção que vai acontecendo ao longo da nossa vida”, finaliza.

    Continua após a publicidade

    Sem acolhimento

    Diversos levantamentos apontam que o ambiente doméstico é hostil. O Instituto Data Popular realizou uma pesquisa, em 2013, mostrando que 37% dos brasileiros não aceitariam um filho ou filha homossexual. No levantamento, 38% das pessoas entrevistadas se demonstraram contrárias aos direitos civis para casais do mesmo sexo.

    Em 2018, o Grupo Gay da Bahia (GGB), que analisa e cole dados sobre assassinatos de homossexuais e transgêneros no país há mais de 40 anos, apontou que jovens rejeitados por suas famílias possuem 8,4 vezes mais chances de tentarem suicídio.

    Além dos impactos na saúde mental, o grupo sofre sistematicamente com a violência física. Segundo o relatório do Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+, no Brasil, em 2020, 237 pessoas LGBTQIA+ morreram de forma violenta, sendo que 94,5% dessas vítimas faleceram em decorrência de homicídio. Ainda de acordo com o relatório, de 2000 até 2020, 5047 vidas de pertencentes a esse grupo foram interrompidas. 

    Continua após a publicidade

    “Quanto mais a gente fala sobre a normalidade que é ser alguém LGBT ou ter uma família, menos violência as pessoas LGBTs sofrem”, afirma a psicóloga.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.