Kevin Spacey é acusado de abuso por mais 8 integrantes da série

Os homens revelaram que os assédios eram recorrentes e que um ambiente tóxico era criado de modo a favorecê-los, mas que todos tinham medo de revelar.

O protagonista da série House of Cards, Kevin Spacey, de 58 anos, já havia sido acusado de abusar sexualmente de Anthony Rapp, 46 anos, que integrou o elenco do longa Star Trek, quando ele tinha apenas 14 anos de idade, no último dia 30 (segunda-feira).

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Após Anthony ter quebrado o silêncio, o site do canal de televisão norte-americano CNN, publicou, nesta última quinta-feira (2), uma reportagem em que esmiuçava os detalhes dos abusos praticados por Kevin contra homens que faziam parte do elenco e da produção do seriado.

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São vários os relatos de homens jovens, e ainda segundo a matéria, o ambiente tóxico era criado para favorecer os abusos. Ao todo 8 integrantes dos sets de filmagem revelaram já ter sofrido com as ações violentas do ator.

A Netflix se posicionou dizendo ter suspendido as gravações da série após ter tido conhecimento das acusações. Entretanto, ainda não se sabe se essa suspensão tem caráter temporário ou definitivo. No dia 1º de novembro (quarta-feira), o ator mexicano Roberto Cavazos também se posicionou dizendo ter sido mais uma vítima de Kevin.

Em um dos relatos, realizados por um assistente de produção, Kevin teria colocado a mão embaixo da calça do homem dentro de um veículo. “Fiquei em estado de choque. Ele era um homem em posição muito poderosa no programa“, confessou o moço que ainda disse que, ao se esquivar, Kevin tentou impedir que ele saísse do trailer em que ambos estavam e afirmou que Spacey ficou “visivelmente alterado” e abandonou as gravações logo em seguida.

Um outro profissional que trabalhou na produção da série explicou que era assediado constantemente ao longo das gravações das seis temporadas. “Ele colocava as mãos em mim de um jeito estranho. Ele vinha e massageava meu ombro por trás, ou botava as mãos em volta de mim, ou tocava minha barriga“, o rapaz ainda disse ter medo de quebrar o silêncio.

Outro homem que desempenhava o papel de assistente de câmera disse que os assédios eram recorrentes e que todos viam, mas ninguém ousava em denunciar para não ser demitido.