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Governador de NY renuncia após denúncias de assédio. Kathy Hochul assume

Andrew Cuomo é acusado por 11 mulheres de importunação sexual, enquanto sua substituta defende os direitos femininos

Por Da Redação Atualizado em 10 ago 2021, 18h29 - Publicado em 10 ago 2021, 16h26

Nesta terça-feira (10), o atual governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, abandonou o cargo após ser denunciado por 11 mulheres por assédio sexual e conduta imprópria.

Em um discurso, Cuomo negou todas as acusações, mas não se manteve no cargo diante da pressão do presidente Joe Biden e de importantes aliados do seu partido, o Democratas, para renunciar. 

Quem irá assumir o cargo agora será a vice-governadora Kathy Hochul, que se tornará a primeira mulher no comando do estado. 

Entenda o caso

Em março deste ano, Cuomo foi denunciado por assédio sexual por duas ex-assessoras. O assédio teria ocorrido no ambiente de trabalho e, desde então, ele é investigado. 

Após essas acusações, outras 11 mulheres também alegaram que sofreram assédio ou abusos vindos do governador, como informou a procuradora Letitia James à imprensa. 

“A investigação descobriu que o governador Andrew Cuomo assediou sexualmente atuais e ex-funcionárias do estado de Nova Iorque, envolvendo-se em toques indesejados e não consensuais e fazendo vários comentários ofensivos.”

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As vítimas alegaram que o ambiente de trabalho era tóxico e que o tempo todo se sentiam aflitas ali. Elas também falaram que Andrew tocava, dava beijos, abraços e fazia comentários infelizes. Uma pessoa que reclamou das ações do governador acabou sendo até cortada da equipe. 

Conheça Kathy Hochul

Kathy Hochul

Aos 62 anos, Kathy Hochul será a primeira governadora em 233 anos de existência do estado de Nova Iorque. Na política, já ocupou o cargo de deputada e, desde 2015, é vice-governadora.

Uma de suas ações importantes recentes foi a participação em uma campanha de combate à violência sexual em universidades da região. Durante o período eleitoral, Hochul defendeu o aumento do salário mínimo e licença familiar remunerada. De acordo com o G1, ela seguirá no poder até o final de 2022.

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