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Duralex, famosa pelas louças ‘inquebráveis’, segue operando no Brasil

Empresa francesa anunciou sua entrada em processo de recuperação judicial na última quarta-feira (23)

Por Da Redação Atualizado em 25 set 2020, 17h04 - Publicado em 25 set 2020, 15h50

A empresa francesa Duralex, famosa por produzir as clássicas louças de vidro em tom âmbar, anunciou sua entrada em processo de recuperação judicial na última quarta-feira (23). As peças de material resistente eram chamadas até de “inquebráveis”. A marca foi criada em 1945 e teve seu auge anos 1970 e 1980, tornando-se um clássico inclusive nas cozinhas das casas brasileiras.

No Brasil, entretanto, a marca continua ativa por petencer à outra companhia, conforme anunciado em comunicado publicado nesta sexta (25). “A marca Duralex, no Brasil e demais países da América do Sul, pertence à Nadir Figueiredo, empresa brasileira consolidada há mais de 108 anos no mercado, e reforça que trata-se de uma marca sólida, tradicional e que continuará a ser comercializada normalmente nestes países. Tanto a operação, quanto os produtos – Duralex e Duralex Opaline – não possuem qualquer relação com a Duralex Internacional, que recentemente teve o pedido de falência decretada na França”, diz o texto oficial.

Inclusive, no site da empresa Nadir Figueiredo, é possível encontrar produtos clássicos característicos da marca.

Operações na França

Segundo a declaração do presidente da empresa, Antoine Ioannidès, ao jornal francês Le Monde, a pandemia do novo coronavírus ocasionou na perda de 60% do faturamento com a queda das exportações. Com sede em La Chapelle-Saint-Mesmin, interior da França, 80% da produção da Duralex é enviada para fora do país de origem.

Entretanto, a empresa já passa por maus bocados há anos. Em 1997, ela foi vendida a um grupo italiano que permaneceria no controle até 2005. Três anos depois, a Duralex ameaçou entrar com um processo de recuperação judicial, mas acabou vendida para a atual administração. Desde 2017, a companhia enfrenta problemas financeiros após inaugurar um grande forno que apresentou problemas no funcionamento e, com isso, a empresa foi obrigada a relançar a sua produção.

No Twitter, o anúncio de recuperação judicial deixou muita gente nostálgica, e logo virou um assunto bastante comentado:

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Ainda de acordo com o relato do presidente da Duralex ao Le Monde, os 248 funcionários continuam recebendo seu salário, já que a fábrica continua funcionando, mas em breve serão dispensados.

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