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Estupro e morte de menina indígena geram protestos no Amazonas

Ana Beatriz, de 5 anos, dormia em uma rede com a mãe quando foi raptada

Por 30 nov 2020, 14h55 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h22
manifestação ana beatriz amazonas
 (Liam Cavalcante/@midianinja/Instagram)
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Manifestantes se reuniram na tarde do último domingo (29) em Parintins, no Amazonas, para protestar a respeito do estupro e do assassinato de uma menina indígena do povo Sateré-Mawé em Barreirinha, município vizinho. Os manifestantes pedem por justiça e visam chamar a atenção da sociedade para o caso.

Ana Beatriz, de 5 anos, dormia em uma rede com a mãe na aldeia Nova Vida, quando foi raptada por volta das 4h30 da madrugada da segunda-feira (23). Ao notar a ausência da filha, a mãe, Taiane Silva Rayol, 25 anos, iniciou as buscas, auxiliada por pessoas da comunidade.

Na terça (24), segundo informações do jornal A Crítica, a polícia prendeu três suspeitos de envolvimento no caso: Adnilson Lira de Souza, 42, Jonilson Pereira Barbosa, 30, e um adolescente indígena de 16 anos. Eles foram localizados na comunidade indígena de Ponta Alegre.

Após a prisão, o adolescente confessou o crime, alegando estar bêbado e drogado quando tudo ocorreu, e revelou onde estava o corpo de Ana Beatriz. O corpo da menina foi encontrado em uma área da mata, com sinais de asfixia, hematomas no pescoço e na boca e também lacerações na vagina. A causa da morte foi determinada como estrangulamento.

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Por causa da violência do crime, alguns moradores tentaram atacar o trio de suspeitos, que foi encaminhado para a 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha, onde o caso está sendo investigado.

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