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Barbara Elsbach: “Aprendi a andar de bicicleta aos 64 anos”

Barbara Elsbach, 72 anos, mostra como decidiu dar suas primeiras pedaladas

Por Mariana Conte
Atualizado em 25 nov 2017, 09h12 - Publicado em 25 nov 2017, 09h12

Barbara Elsbach, 72 anos, decidiu aprender a andar de bicicleta há oito anos. E não é só nisso que ela se reinventou. Afinal, nunca é tarde para tentar algo novo. Conheça sua história.

Eu estava em Munique, na Alemanha, visitando minha filha e minha neta, quando percebi que precisava aprender a andar de bicicleta. A criança, então com 4 anos, me pediu para pedalarmos juntas. Aos 64 anos, tive que confessar que não sabia. Ela olhou pra mim indignada. Lá, todo mundo anda de bike desde cedo.

Assim que voltei para o Brasil, fui voando procurar alguém que me desse aulas. Uma porta se abriu. Depois disso, também comecei a praticar ioga, pilates, incorporei o remo no stand-up paddle… O negócio é me manter ativa.

O esporte traz muita satisfação; nele encontro gente nova. Isso pra mim é fundamental! Nunca deixei de ter minhas amizades enquanto estive casada, nem nas duas décadas seguintes, em que mantive um namorido. Eu o perdi há cinco anos. Ficar sozinha foi muito duro.

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Para a tristeza não bater, estou em contato com as amigas, ocupando o tempo e fazendo o que amo. Esse é um dos motivos que me levam a viajar bastante com elas. Com algumas, me encontro semanalmente para jogar tranca. São relações novas e outras que já duram quase 50 anos!

O Mulheres do Brasil (grupo que discute temas nacionais), do qual faço parte, prestando serviço voluntário, também me ocupa muito. Ainda atuo como organizadora de eventos e acompanho palestrantes estrangeiros, pois falo inglês, francês e alemão. Mas vejo que existe um preconceito em relação à minha idade.

Outro dia estava preenchendo o cadastro em um site que busca tradutores e, quando fui completar a data de nascimento, o sistema não permitiu. Só aceitava a inscrição de candidatos nascidos até 1955. Como vim ao mundo em 1945, já não sirvo para eles. Por mais qualificada que eu seja, parece que há uma dificuldade de acreditarem na minha capacidade. Mas, que bobagem, eu sou supercapaz.

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