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61% dos alunos brasileiros que prestaram o Pisa não terminaram a avaliação

Segundo análise, o desempenho dos alunos caiu consideravelmente no decorrer do exame

Por Pamela Malva - Atualizado em 7 ago 2018, 20h23 - Publicado em 20 jul 2018, 08h07

Além de outros 70 países, o Brasil teve alunos das escolas nacionais prestando o Pisa. A avaliação é internacional e a principal em questão de educação básica. A prova acontece a cada 3 anos e o último, ocorrido em 2015, da um grande panorama sobre a educação brasileira.

A análise feita pelo professor Naercio Menezes Filho, segundo a Folha, mostrou que 61% dos alunos brasileiros que prestaram o exame não alcançaram a última questão da primeira parte do Pisa.

Esse mesmo fator, em outros países, tem um índice muito menor. Na Finlândia, por exemplo, apenas 6% não conseguiram chegar ao final da prova, enquanto esse número chegou a 18% entre os alunos colombianos.

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Com os brasileiros, o que acontece é que a maioria dos estudantes piora seu desempenho ao longo do exame e, por isso, nem consegue chegar ao final. “Parte do diagnóstico é de que os alunos não sabem o que é pedido, ou têm dificuldade de entender o enunciados, mas há outros fatores por trás. Há também uma questão de estímulo, de motivação”, diz Naercio, professor no Insper e na USP.

Ainda segundo Menezes, além da queda do desempenho, os brasileiros também demonstraram falta de habilidade em fazer provas, baixo conhecimento das disciplinas e de competências socioemocionais, como resiliência. Mesmo assim, se os alunos soubessem administrar melhor o tempo da prova, os resultados seriam melhores, ainda que não o suficiente.

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A última edição avaliou jovens de 15 e 16 anos. Entre as matérias cobradas, o Brasil teve resultados que o deixaram nas últimas posições: 63º em matemática, 58º em leitura e 65º em ciências.

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Como o exame foi feito no computador, a análise pôde visualizar o tempo os alunos demoraram para fazer cada questão. A partir disso, foi observado que os brasileiros perdem muito tempo principalmente nas primeiras perguntas, por mais que isso aconteça em todas.

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Mesmo com um alto índice de acerto nas primeiras questões, com a perda de concentração, o desempenho vai caindo ao longo da prova. Nesse fator, o Brasil tem o 55º pior nível de queda de desempenho. Países ou territórios orientais, como Tapei, Coreia do Sul e Hong Kong aparecem no topo: tem bons índices do começo ao fim da prova.

Para Menezes, há ainda questões culturais envolvidas: “O que faz um aluno responder uma prova que não vale nada para ele? Em outros países se percebe uma motivação intrínseca, que vem de dentro do aluno”.

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