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Com essas dicas da Giovanna Nader, é possível aderir à moda consciente

A comunicadora socioambiental debate o consumo de roupas e medidas eficazes para frear o aquecimento global em seu novo livro "Com que roupa?"

Por Sarah Catherine Seles 4 jun 2021, 14h09 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h39
Giovanna Nader lança livro "Com que roupa?"
Giovanna Nader lança livro "Com que roupa?" (Instagram/@giovannanader/Reprodução)
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O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência sobre o Meio Ambiente em Estocolmo e, desde então, é celebrado em 5 de junho. A data foi estabelecida para conscientizar a população a agir de forma ativa para frear os problemas ambientais e preservar os recursos nacionais do planeta. 

A indústria da moda é uma das mais poluentes no mundo, de acordo com os dados de 2019, da Global Fashion Agenda. Ela é a segunda maior consumidora de água – são gastos cerca de 1,5 trilhões de litros por ano. Ademais, anualmente são liberadas 500 mil toneladas de microfibras sintéticas nos oceanos. 

Segundo a Fundação Ellen McArthur, 73% dos resíduos têxteis são queimados ou enterrados em aterros sanitários, sendo que apenas 12% vão para reciclagem e menos de 1% é usado para fabricar peças de roupas novas. A indústria da moda representa cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases estufas.

Brechós e troca de roupas podem ser uma solução para diminuir o alto consumo de roupas. A ativista, apresentadora, comunicadora socioambiental e escritora, Giovanna Nader, fundou o Projeto Gaveta, em 2013, para estimular esse movimento por meio de uma troca gratuita de roupas em encontros com oficinas e apresentações artísticas.

À medida que o projeto acontecia, ela percebeu que era participante assídua das trocas e começou a questionar a quantidade de roupas que tinha dentro de casa. “Mas por que tem tanta roupa saindo para o projeto gaveta? E eu comecei a entender que eu comprava também e aí comecei a entender os meus hábitos de consumo”, conta.

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Desde então, Giovanna mergulhou nos temas relacionados ao meio ambiente e, em maio, lançou seu livro Com que roupa? (Companhia das Letras). A produção do livro começou com dicas e sugestões e foi amadurecendo ao longo dos dois anos de escrita. Ao passo que Giovanna se interessava por outros assuntos, eles também eram incluídos na publicação.

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A escritora revela que seu livro é para quem gosta de moda e para quem quer estar antenado nas questões atuais que envolvem o meio ambiente. 

“A moda é apenas um fio condutor pra gente provocar essa expansão de consciência maior, para problemas maiores”, comenta. Giovanna acredita que a moda tem poder para mudar o mundo, já que a partir dela podem surgir vários debates. Para ela, ações individuais são importantes, mas lembra que é necessário um comprometimento por parte da indústria, que continua poluindo.

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Em seu livro, a apresentadora aborda problemas graves e urgentes, como agrotóxicos e microplásticos relacionados à moda, que segundo ela, é divertida, leve e alcança a todos. “Muita gente acha que a moda não é para si, mas todo mundo usa roupa, então a moda tem que ser acessível.”

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A ativista define a sustentabilidade como “viradinhas de chave na sua mente”. Para ela, a primeira foi depois da criação do Gaveta e “a outra grande virada de chave foi quando minha filha Marieta nasceu, há três anos e meio. Foi quando eu entendi que a geração impactada que já estava viva era a dela e meu consumo de roupa não era nada e sim tudo que estava acontecendo no mundo”.

Giovanna ainda alerta que a principal luta da nossa geração é a emergência climática. Com o avanço do aquecimento global, medidas rápidas e eficazes são necessárias para diminuir os impactos do consumo humano. Ela define o movimento de consciência em relação à moda como uma “onda do bem”, que vem crescendo nos últimos anos. 

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Entre tantos achados em brechós, ela destaca seu vestido de casamento todo bordado. “Ia ser um casamento super simples no civil e eu ia colocar uma camisola branca da minha mãe que ela passou a lua de mel”. Um dia antes do casamento, a camisola não caiu bem. “Eu fui num brechó aqui no Rio de Janeiro e eu falei ‘pelo amor de Deus eu caso amanhã e eu não tenho roupa'”. O brechó tinha o vestido perfeito para a celebração. Além de ter feito parte de uma data especial, a peça continua em seu guarda-roupa e é um vestido que Giovanna usa até hoje.

Vestido de casamento de Giovanna foi comprado em um brechó
Vestido de casamento de Giovanna foi comprado em um brechó (Instagram/@giovannanader/Reprodução)
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