Uma em cada cinco brasileiras já foram monitoradas pelo celular, aponta estudo
Descubra os sinais, o que diz a lei e as melhores dicas para se proteger online
Agressões físicas, assédio e difamação são formas violências amplamente conhecidas e que ainda atingem grande parte das mulheres. No entanto, a perseguição digital tem ganhado cada vez mais espaço no debate público. De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, uma em cada dez brasileiras já relatou ter sido vítima desse tipo de prática no ambiente online.
Além disso, um estudo da empresa de cibersegurança Kaspersky mostra que 22% das brasileiras já descobriram um aplicativo de monitoramento instalado em seus telefones.
O país está em terceiro lugar no ranking do maior número de detecções desse tipo de ferramenta na América Latina, atrás apenas do México (28%) e Peru (24%).
A desconfiança no comportamento do parceiro pode começar com pedidos insistentes por senhas, o que preocupa 19% das mulheres. O relatório ainda evidencia que 15% temem a exigência de compartilhamento de localização.
É preciso lembrar que desde 2021 a perseguição é crime no Brasil e está prevista na Lei 14.132/21. Especialistas alertam que, em caso de suspeita, o mais seguro é procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e registrar formalmente a situação.
Confira 9 dicas para se proteger online:
Mantenha o bloqueio de tela ativo e seguro: Use um PIN, senha ou padrão forte para bloquear seu celular. Muitos apps suspeitos são instalados com acesso físico breve ao dispositivo.
Revise permissões de acesso e compartilhamento: especialmente quando se trata de aplicativos que pedem acesso à localização, microfone, câmera, mensagens ou contatos. Verifique se as permissões concedidas são realmente necessárias para o funcionamento do app.
Criptografe seus arquivos importantes: nem tudo que você armazena na nuvem precisa de criptografia, mas informações sensíveis como arquivos médicos ou dados financeiros exigem essa camada extra de proteção.
Fique atento a e-mails ou mensagens que solicitam credenciais de acesso à sua plataforma: eles podem ser tentativas de invasão, já que o acesso à conta ainda é uma das principais portas para violação de dados.
Monitore o comportamento do seu celular: observe se a bateria está descarregando mais rápido que o normal, se o aparelho superaquece sem motivo aparente, ou se há um consumo excessivo de dados.
Mantenha seu sistema operacional e aplicativos atualizados: as atualizações de software frequentemente corrigem vulnerabilidades de segurança.
Evite o compartilhamento de senhas: não envie mesmo pessoas próximas, a menos que seja estritamente necessário e por sua própria decisão.
Cuidado com presentes: ao receber um celular ou tablet como presente, verifique as configurações de segurança, aplicativos pré-instalados e permissões antes de começar a usá-lo.
Habilite a autenticação em dois fatores: crie senhas únicas e fortes para cada serviço, combinando letras, números e caracteres especiais, e evite reutilizá-las em outras plataformas. Sempre que possível, ative a autenticação em dois fatores para adicionar uma camada extra de segurança.
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