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Harry se sentia como “vela” quando estava com William e Kate

Príncipe se ressentia por estar sobrando e não tinha um propósito de vida até encontrar Meghan Markle

Por Ana Claudia Paixão - Atualizado em 30 jul 2020, 20h19 - Publicado em 30 jul 2020, 20h13

Definitivamente uma vela. Em inglês, se fala “third wheel”, ou o estepe, que talvez se aplique ao que o príncipe Harry sentiu até que Meghan Markle tenha entrado em sua vida. No livro, Finding Freedom: Harry and Meghan and the Making of a Modern Royal Family (Encontrando liberdade: Harry e Meghan e o surgimento da Família Real moderna, em tradução livre) os autores falam de como Harry se via como o “patinho feio” ou “alívio cômico” nos eventos em que acompanhava Kate Middleton e o irmão, príncipe William e que, embora tenha aceitado a posição, ansiava por algo com significado em sua vida. O tema de se “sentir como sobra” é recorrente no livro, experts avisam.

O ressentimento, que ao que parece será a maior revelação do livro, vem desde que Harry se sentiu sem um propósito ou papel definido, algo que ficou claro desde pequeno. O irmão será rei, ele teria que esperar na fila e só seria alguém de destaque na Família Real se algo acontecesse a William. Claro que não é o que ele queria, portanto o vazio de não ter uma alternativa veio crescendo ao longo da vida até que encontrou o amor e apoio de Meghan para mudar as regras do jogo que não o incluíam 100%.

Para a imprensa britânica, Kate e William percebiam a frustração e tentaram ajudá-lo como podiam, mas, no livro, de alguma forma passa a insensibilidade dos dois que achavam ter a equipe perfeita como estava. Sem Meghan.

Mark Cuthbert/UK Press/Getty Images

“A entrada de Meghan foi catalítica para dar a ele a confiança para se libertar de William e Kate, se libertar da dinâmica do trio, que era às vezes confortável e conveniente, que não era algo que ele queria”, analisa a jornalista Katie Nicholl, da Vanity Fair.

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Hoje (30), Harry participou de mais uma reunião via zoom para falar do projeto Travelyst, que é questionado por falhas fiscais. Segundo Harry, a volta do mercado de viagem tem o importante papel de adequar a maneira que as pessoas viajam para causar menores danos ao meio-ambiente. O príncipe não mencionou nada sobre a biografia, que chega às lojas no dia 11 de agosto. (clique aqui para adquirir na pré-venda)

reprodução/Twitter

Harry e Meghan negam terem conversado com os autores, mas detalhes íntimos sugerem que minimamente pessoas muito próximas ao casal falaram com eles. Os autores defendem o conteúdo dizendo que falaram como mais de 100 fontes próximas ao casal e que, para cada história, pelo menos duas pessoas corroboram a versão do livro.

Até o momento, as histórias revelam pouco mais do que as notícias que têm sido divulgadas nos últimos dois anos, apenas com mais detalhes sobre os diálogos que teriam acontecido. O livro confirma que Harry e William romperam quando os príncipes discordaram sobre a rápida decisão de Harry de se casar com Meghan, taxando William de esnobe. Também culpa a equipe de Rainha pelo desentendimento da tiara na véspera do casamento, assim como diz que Kate foi deliberadamente distante de Meghan.

Há também relatos sobre a interferência do Palácio de Buckingham quanto às fotos feitas de Meghan logo no início do namoro, reclamando de um colar que ela usou com as iniciais dela e Harry. Desde o início, como ela mesma admitiu, as coisas foram bem difíceis. O que falta saber é quando passaram a ser “injustas”, como disseram na entrevista para a BBC em 2019. Falta pouco!

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