Grazi: “Eu esquecia de mim. Não quero mais me abandonar, nem desvalorizar”

A atriz relembra episódios dolorosos na carreira e as lições do divórcio na CLAUDIA de outubro

Em 2013, quando protagonizava Flor do Caribe, de Walther Negrão, Grazi Massafera encontrou uma espécie de ameaça dentro do seu carro, no estacionamento dos Estúdios Globo. “Colocaram uma boneca, pintada com esmalte vermelho no pescoço, no pé, toda estragada, sentada na cadeirinha da Sofia. Era para me assustar mesmo.”

A paranaense começou na carreira de atriz em Páginas da Vida, em 2006. Em 2008, escalada para o papel principal em Negócio da China, levou mais uma enxurrada de críticas. Na época, Miguel Falabella, o autor, não queria a ex-BBB como protagonista de sua trama. “Sei que ele foi obrigado a aceitar e sofri bastante com isso. Depois ele veio falar comigo. O Miguel é diferente”, afirma a atriz, que, hoje, pondera o que aconteceu.

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“Tento olhar pelo ponto de vista do outro. Até para entender, para ter o discernimento de quem eu sou, do lugar que ocupo, para não me perder. Eu não era atriz, não tinha nenhum curso na área e vinha do BBB. O que parecia que eu queria? Glamour, fama e dinheiro. Pensam que todo mundo que entra nessa profissão quer isso. Mas é mentira! Tem gente que não tem noção do tanto que a gente abdica”, diz ela, adiantando que passará o Natal e o Réveillon gravando a novela.

“Um dos meus irmãos queria que as filhas fossem atrizes. Logo mudou de ideia quando viu quanto eu trabalho. Sem contar o tipo de pessoa com que a gente lida, né? Tem de tudo, é a selva no seu núcleo.” Falabella e Grazi repetiram a parceria em Aquele Beijo, em 2011, deixando qualquer polêmica no passado. “Sempre achei a Grazi ótima, bonita e carismática. E não estava errado. Olha a carreira que ela fez”, afirma o autor, de Miami, por WhatsApp.

Blazer e calça, Handred; brincos, Rincawesky; anéis, Dior

Blazer e calça, Handred; brincos, Rincawesky; anéis, Dior (Karine Basílio/CLAUDIA)

Quando o assunto é Sofia, os olhos verdes de Grazi se iluminam ainda mais. Pela primeira vez, a pequena está assistindo a uma novela feita pela mãe. “Ao olhar para ela, percebo que está orgulhosa de mim; dá até vontade de chorar. Uma vez, a gente estava vendo a novela e, por algum motivo, estouraram fogos na praia. Ela falou: ‘Mãe, você está ouvindo isso? É uma homenagem ao seu sucesso’”, conta, derretida.

A pequena já vem fazendo perguntas à mãe sobre assuntos mais íntimos. “Outro dia, ela queria saber como se conquista um menino!”, diverte-se Grazi, imitando o sotaque carioca da filha. “Estou me reeducando com ela. As crianças são muito sábias. Elas nascem prontas, e a gente estraga.” Sofia também pede um irmãozinho ou uma irmãzinha à atriz. Grazi, que não descarta a possibilidade de ter outro filho, responde com bom humor: “Pede para o seu pai, que já está casado com a tia Mari”, ri. Cauã casou com a modelo Mariana Goldfarb em abril passado.

Os pais de Grazi se separaram quando ela era criança – tinha 9 anos. Foi criada com os quatro irmãos. Grazi, que não podia nem beijar o namorado na frente de seu Gilmar, pretende educar a filha (e outras crianças que ainda quer ter) de forma mais consciente. “Liberdade todos temos. Mas quero que ela saiba que as consequências vêm das nossas escolhas; senão estará sempre culpando alguém.”

E qual foi a maior lição que a sua separação lhe trouxe? Depois de um longo silêncio, a atriz, que não abre mão da terapia e vem estudando o universo tântrico, responde que é a de não mais viver em função do outro. “Eu gostava do que o outro gostava. Eu esquecia de mim. Quando acabou, veio a pergunta: ‘Quem sou eu?’. Não quero mais me abandonar, me descuidar nem me desvalorizar.”

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