Como acertar na cor do sofá: especialistas revelam os truques de decoração
Está pensando em comprar um sofá e não sabe que cor escolher? Especialistas ensinam o que considerar para acertar o tom!
Ponto de encontro da família, lugar da social entre amigos e ambiente onde passamos a maior parte do tempo de descanso: não é exagero dizer que a sala é o “coração do lar” e um dos espaços mais importantes quando se pensa na decoração da casa.
Indo além da escolha da paleta do ambiente, o estilo de décor e quais tipos de quadros serão destaque na parede, decidir a cor do sofá é um dos pontos mais importantes — e, em alguns casos, também o que gera mais dúvidas. É melhor um neutro ou mais vibrante? Estampado pode pesar o ambiente? E a rotina da casa influencia?
Conversamos com a arquiteta Ana Venelli, da Spaço Interior Arquitetura, e com a diretora da Full House, especialista em móveis, Renata Nunes, para esclarecer essas e outras dúvidas que vão te ajudar a acertar na hora de escolher a cor do seu novo sofá.
Rotina da casa é primeiro ponto a ser considerado
De acordo com a arquiteta Ana Venelli, na hora de pensar na cor do sofá, o primeiro passo é entender como ele será usado no dia a dia e, também, considerar quem são os moradores. “Em uma casa com crianças ou pets, por exemplo, vale priorizar tecidos de fácil manutenção e cores que disfarcem pequenas manchas e sinais de uso”, recomenda.
Além disso, ela também aponta que o estilo de vida de quem mora no espaço devem entrar na conta para que o móvel seja adequado à rotina. Se ele for muito usado no dia a dia, tons intermediários e texturas mais fechadas aparecem como boas alternativas. Renata Nunes completa: “Também é importante avaliar a qualidade do revestimento, sua durabilidade e o conforto que proporciona. Afinal, estamos falando de um móvel que precisa acompanhar a vida dos moradores por muitos anos, sem abrir mão da beleza”.
Sofá de tom neutro ou colorido: qual escolher?
Ao pensar na estética, a dica mais importante para definir a cor do seu sofá é entender se a ideia é deixar o móvel como protagonista do espaço ou seguir uma linha mais neutra. No entanto, em ambos os casos, vale considerar a paleta do ambiente para acertar, como ensina Ana. “O sofá não precisa necessariamente repetir as cores de outros elementos, mas é interessante que sua tonalidade dialogue com a paleta do ambiente. Essa conexão pode acontecer por meio de tapetes, almofadas, cortinas, obras de arte ou objetos decorativos”.
Considerando esse ponto, a arquiteta afirma que a vantagem do sofá neutro é a sua versatilidade, que permite mudanças em outros elementos da decoração ao longo do tempo. O colorido, por sua vez, apesar de restringir possíveis alterações futuras, ajuda a imprimir personalidade ao ambiente.
Renata, que compartilha da mesma opinião, ressalta que não existe fórmula: a escolha ideal é a que mais faz sentido para a casa. “Gosto de pensar no sofá como uma peça capaz de traduzir a personalidade do ambiente”, resume.
Amostras de cores devem ser avaliadas na própria sala
Para não ter surpresas com a cor escolhida por conta da iluminação da sala, a arquiteta e a diretora recomendam que a amostra do tecido seja avaliada diretamente no espaço — e, de preferência, em diferentes horários. “Um mesmo sofá pode apresentar nuances diversas dependendo da incidência de luz natural ou do tipo de iluminação artificial utilizado”, diz Renata.
Por conta disso, dependendo do efeito desejado, sofás de cores mais escuras merecem uma atenção extra em locais com pouca iluminação natural, como explica Ana. “Eles podem trazer uma sensação de maior aconchego, mas, quando utilizados em excesso, tendem a deixar o espaço visualmente mais denso. Isso não significa que devam ser evitados: basta equilibrá-los com paredes claras, iluminação bem planejada e outros elementos de tonalidades mais leves”.
Equilíbrio entre cor e textura
Outra dica para que o sofá não pese no ambiente é encontrar o equilíbrio entre a cor e as texturas que aparecem no espaço. A arquiteta do Spaço Interior Arquitetura ensina o truque:
“Quando o sofá apresenta uma cor marcante, podemos trabalhar com texturas mais discretas nos demais elementos, criando interesse visual sem exageros. Já em uma composição de tons neutros, as texturas ganham importância e podem aparecer em tecidos, fibras naturais, madeira, pedras e tapetes. Misturar materiais com diferentes características é uma maneira interessante de trazer profundidade e sofisticação ao ambiente. O importante é estabelecer uma hierarquia visual, evitando que todos os elementos disputem a atenção”.
Para quem deseja enriquecer a decoração com uma mistura de texturas, a diretora da Full House completa com mais ideias que funcionam: “Podemos combinar um sofá de tecido mais encorpado com almofadas de linho, mantas, tapetes de fibras naturais e outros materiais que tragam diferentes sensações ao ambiente”.
Qual a escolha ideal para espaços pequenos?
Se a ideia é aumentar a sensação de amplitude em uma sala pequena ou em studios, as cores neutras — como bege, areia, off-white, cinza-claro — são as mais recomendadas para o móvel por favorecerem a entrega desse efeito.
Erros a serem evitados para não se arrepender da cor do sofá
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