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Quem é Regé-Jean Page, o cobiçado duque de “Bridgerton”, série da Netflix

Eleito ator da próxima década, o britânico caiu nas graças do público e já está até cotado para ser o próximo James Bond

Por Gabriela Teixeira (colaboradora) Atualizado em 8 fev 2021, 19h24 - Publicado em 9 jan 2021, 11h00

No momento em que vi Bridgerton na página inicial da Netflix, soube que precisava assisti-la, ainda que minha fase de aficionada em produções de época já tenha ficado para trás.

Preparada para uma boa dose de drama, romance e figurinos deslumbrantes, fui surpreendida ao ver um elenco racialmente diverso – coisa rara em ficções históricas do tipo –, mas principalmente desconhecido. Logo, não por acaso, meu primeiro pensamento ao ver Simon Basset, mais conhecido como duque de Hastings, foi: “Quem é ele?“.

Sei que não fui a única, do contrário você não estaria lendo esta matéria, certo? Pois bem, posso não ser Lady Whistledown, mas vou lhe contar tudo que você precisa saber sobre Vossa Graça, Regé-Jean Page.

Segundo dos quatro filhos de um pastor britânico e uma enfermeira zimbabuana, Regé nasceu em Londres mas foi criado em Harare, capital do Zimbábue. Retornando à terra da Rainha aos 14 anos, ele cursou teatro na Drama Centre London, onde se formou em 2013 e logo conquistou trabalhos nas telas e nos palcos locais.

Antes de arrebatar corações na Netflix, ele já havia atuado em uma versão de O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, e na série da BBC Waterloo Road, na qual Phoebe Dynevor, a Daphne Bridgerton, também trabalhou. Contudo, os dois não chegaram a contracenar nessa época, pois seus personagens aparecem em diferentes temporadas.

Mas, afinal, o que levou Page a se interessar pela atuação se, quando pequeno, sonhava em explorar o mundo? Além de ser um meio para juntar dinheiro para comprar um Game Boy, como contou a revista norte-americana InStyle, atuar foi a coisa mais próxima que ele encontrou de realizar seu sonho de criança.

“É sobre explorar e ter a oportunidade de viver em mundos e entender pessoas com quem eu não teria outro motivo para interagir. Um dia posso ser um astronauta, no dia seguinte eu posso ser presidente, e no próximo posso viajar 200 anos no passado. É uma profissão realmente libertadora. Uma ótima maneira de passar seu tempo enquanto humano: aprendendo sobre outros humanos e então compartilhando esse conhecimento”, revelou ao Queue, a seção de entrevistas da Netflix.

E, por falar em passar tempo, o ator sabe bem como usar o seu. Apaixonado por música – ele chegou a estudar engenharia de áudio –, Regé, ao lado do irmão Tose, faz parte da dupla musical TUNYA, provando que é um homem de muitos talentos.

Com o nome de Don’t Wait, o primeiro single do projeto foi lançado em novembro passado. Nascida das dores, angústias e vulnerabilidades de ser um jovem negro, a música também fala do enorme poder que existe em encontrar sua própria força apesar do constante sofrimento infligido pelo mundo. Uma mensagem impactante por si só, mas que se torna ainda mais tocante na voz carregada de emoção de Regé.

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Consciente desde muito jovem de que sua existência era um ato político e que seus pais, um casal inter-racial, haviam “feito uma coisa revolucionária que irritava algumas pessoas”, Regé é engajado em movimentos como o Black Lives Matter e, enquanto ator, carrega a preocupação e o cuidado em como representar sua comunidade da melhor maneira possível.

É também um entusiasta da representatividade de pessoas negras em ficções históricas para além das tradicionais narrativas sobre a escravidão. “O que muitas vezes acontece é que voltamos no tempo e só os brancos ficam felizes. Todos nós sabemos sorrir desde o início dos tempos. Todos nos casamos, tivemos romance, glamour e esplendor. Representar isso é extremamente importante, porque o drama de época para pessoas que não brancas não deve significar apenas destacar traumas”, afirmou. “Afinal, se temos aceitado um Jesus branco por tanto tempo, também podemos aceitar um duque negro”, completa.

Eleito ator da próxima década pela Esquire e já cotado para ser o próximo James Bond, Regé certamente estará nas telas (e em nossos corações) por um bom tempo. Mas, enquanto a segunda temporada de Bridgerton segue incerta, que tal matar a saudade dele prestigiando outros de seus trabalhos? Abaixo, preparamos uma pequena lista com algumas recomendações. Vem ver!

O amor de Sylvie (2020)

Ambientado na Nova York dos anos 1950, o longa conta a história de amor entre Sylvie (Tessa Thompson), uma jovem que trabalha na loja de discos do pai, e Robert (Nnamdi Asomugha), um aspirante a saxofonista. Apesar de Regé não ser o mocinho desse outro romance de época, vale a pena conferir sua atuação como Chico Sweetney, baterista e colega de banda de Robert. Produção original da Amazon, o filme está disponível no Prime Video

Máquinas mortais (2018)

Também no catálogo da Amazon, essa produção, baseada em livro homônimo de Philip Reeve, retrata um futuro pós-apocalíptico em que as cidades foram convertidas em territórios móveis, em constante guerra pelos recursos naturais remanescentes. Nele, Regé interpreta o Capitão Khora, membro da resistência formada contra o antagonista Thaddeus Valentine (Hugo Weaving). Apesar de nem mesmo o trabalho de produção de Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis, ter salvado Máquinas Mortais de ser reprovado pelos críticos, o filme ainda pode agradar quem curte steampunk e distopias.

Raízes (2016)

Para terminar, o remake de um clássico de mesmo nome lançado em 1977, que por sua vez foi inspirado no livro Roots: The Saga of an American Family, publicado por Alex Haley um ano antes. Produzida pelo History Channel, essa série acompanha a saga de uma família ao longo de diversas gerações até o momento da abolição da escravatura nos Estados Unidos. No papel de George, neto de um guerreiro africano sequestrado de sua terra natal, Regé apresenta a difícil luta de um homem para construir sua própria identidade.

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