Por que o novo O Morro dos Ventos Uivantes está causando tanta polêmica
Nova adaptação de 'O Morro dos Ventos Uivantes' com Margot Robbie e Jacob Elordi divide opiniões, mas entrega uma experiência visual imersiva
Inspirado no romance clássico da autora inglesa Emily Brontë, publicado em 1847, O Morro dos Ventos Uivantes tem provocado polêmicas desde o lançamento do primeiro trailer.
Dirigido por Emerald Fennell, o longa foi atacado pelos espectadores não pela qualidade cinematográfica, mas por todo o resto – casting, figurino e o sotaque dos atores.
Até a escolha do título não ficou de fora: em inglês, aspas foram incluídas (“Wuthering Heights”) para enfatizar que esta é uma interpretação própria e subjetiva do livro.
Elenco
Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi como Cathy e Heathcliff, o drama conta a história de um relacionamento adolescente regado por uma dinâmica de poder e embate de classes. Nas telonas, Robbie e Elordi têm 35 e 28 anos, respectivamente – o que mexe com o trama da publicação.
Outro fator que incomodou os fãs da narrativa é que a intérprete de Barbie segue loira, enquanto o livro a menciona com “cachos castanhos”. Heathcliff, por sua vez, é descrito como um garoto de pele escura.
Mudança de narrativa
Há quem diga que o tom sensual adotado pela diretora desloca o foco da complexidade psicológica e da ambiguidade moral para uma abordagem mais romantizada do casal.
Enquanto o romance de Emily Brontë constrói uma narrativa sombria, áspera e atravessada por violência, a adaptação reorganiza as relações de poder de forma mais linear.
Acontece que o livro não propõe conforto ou identificação. Pelo contrário, ele confronta o leitor com relações destrutivas e uma atmosfera de opressão constante.
Dessa forma, o deslocamento pode transformar personagens trágicos e moralmente ambíguos em figuras mais compreensíveis e empáticas, o que muda a experiência do público e a própria leitura da história.
Vale a pena assistir no cinema?
Vale a pena, sim! Mas ajuste as expectativas. A adaptação opta por uma narrativa acessível, emocionalmente organizada e esteticamente diferente. Por outro lado, ele funciona bem: é lindamente produzido, visualmente envolvente, conta com boas atuações e uma narrativa que se sustenta por si.
No cinema, esses aspectos ganham ainda mais força. A fotografia, o desenho de som e a trilha sonora criam uma experiência sensorial imersiva, que valoriza os silêncios, as paisagens e as tensões – elementos que, na tela grande, se tornam parte central da narrativa.
Assim, mesmo quem conhece profundamente a obra original pode se envolver pela atmosfera construída. E quem não era familiarizado com a literatura pode se sentir atraído pelo livro. Estreia em 12 de fevereiro nos cinemas.
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