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Google reestreia exposições com muita fila (que talvez você tenha perdido)

Na plataforma Google Street View, é possível passear por exposições renomadas que atraíram multidões no mundo inteiro

Por Da Redação - 8 Maio 2020, 18h00

Acontece mais do que a gente gostaria de admitir. Chega uma exposição na cidade, lota, faz filas e a gente acaba não indo. Agora que você está em casa, dá para correr atrás de muita coisa que perdeu. Depois da abertura de museus para visitação virtual, o Google Street View está disponibilizando 6 exposições internacionais com grande fluxo de visitantes.

Dá para conferir a mostra da foto acima, da americana Kara Walker. A enorme esfinge branca coberta de açúcar, chamada Marvelous Sugar Baby, levanta a discussão sobre escravidão. A versão final foi apresentada na Domino Sugar Factory, no Brooklyn, em Nova York (EUA), mas no link também é possível conferir todos os estudos que levaram à versão final.

Divulgação/Divulgação

Recentemente, esteve em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro uma mostra do artista chinês Ai Wei Wei. Controverso em seu país por questionar o governo, ele já teve o passaporte confiscando (impossibilitando que ele saísse do país até para trabalhar) e o ateliê demolido sem aviso prévio. Ai Wei Wei é um questionador e numa exposição emocionante em Alcatraz, antiga prisão em São Francisco, nos Estados Unidos, tratou justamente sobre liberdade e direitos humanos. As cores de suas obras contrastam diretamente com o ambiente carcerário, que hoje se tornou ponto turístico.

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A Bienal de Veneza é um dos maiores eventos das artes plásticas no mundo. A primeira aconteceu em 1895. A exposição, que ocupa toda a cidade italiana, sempre provoca reflexões. Em 2015 não foi diferente. Com o tema “Todos os Futuros do Mundo” e curadoria de Okwui Enwezor, a mostra tinha pavilhões com obras de cerca de 90 países.

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No caso da exposição Tour Paris 13 não foi nem que a mostra acabou, mas o prédio onde ela foi exibida foi demolido. O edifício com 36 apartamentos foi ocupado por 108 artistas de rua e grafiteiros, que geraram a maior exposição de galeria de arte de rua do mundo. Um projeto tão inovador obviamente gerou filas que tomavam o quarteirão 13º distrito de Paris. O passeio virtual é um mergulho profundo, já que não há nenhuma porta, janela ou parede em branco.

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Em Vancouver, no Canadá, centenas de miniaturas reunidas abrem a exposição Everywhere is anywhere is anything is everything (Todos os lugares são qualquer lugar que são qualquer coisa que são tudo, em tradução livre), de Douglas Coupland. Há obras inteiras de lego, outra feita só com tubos de produtos de limpeza e também com brinquedos infantis. É uma viagem por elementos diversos.

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Por fim, outra obra que não pode ser visitada nem ao final da quarentena e nem em outros museus do mundo. Essa também foi destruída. Docas flutuantes cobertas de tecido (posteriormente reciclado) formavam a obra Cais Flutuantes. Dos artistas Christo e Jeanne-Claude, se tratava de uma enorme passarela, de 100 mil metros quadrados, que atravessava o lago Iseo, na Itália. Em 16 dias, mais de 1,2 milhão de pessoas visitaram o local. A previsão era menos da metade disso.

Em tempos de isolamento, não se cobre tanto a ser produtiva

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