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De gastronomia à arte, festival virtual reúne grandes potências negras

A 14ª edição do Latinidades começa nesta quinta-feira (22) e conta com a participação de Zezé Mota, Lumena Aleluia, Erika Hilton entre os convidados

Por Da Redação Atualizado em 22 jul 2021, 19h13 - Publicado em 22 jul 2021, 18h58

Tido como o maior festival de mulheres negras da América Latina, o Latinidades tem início nesta quinta-feira (22) com uma programação que se estende até o domingo (25).

A 14ª edição do evento acontecerá de forma online, com transmissão pelo canal Afrolatinas, no YouTube, e terá a “Ascensão Negra” como tema desse grande encontro de saberes e potências negras.

O evento também homenageará mulheres negras de impacto. A cantora e violinista baiana Rosa Passos, Suzana Baca, uma das maiores ativistas da música afro-peruana e ganhadora de três Grammy Latinos, a vice-presidente da Costa Rica Epsy Campbell e a artista Zezé Mota, que fará um pocket show durante o festival, serão as consagradas deste ano.

Festival Latinidades
Coletivo Negras Autoras Foto: Paulo Oliveira/Divulgação

Além das homenageadas, o festival trará dezenas de artistas, escritoras e intelectuais para pensar sobre o conceito de ascensão. A ex-BBB Lumena Aleluia, a jornalista Flávia Oliveira e a vereadora Erika Hilton são algumas das convidadas.

Casa Afrolatinas

A  inauguração da Casa Afrolatinas por meio de um tour virtual é a grande novidade desta edição. O ponto, que é uma central criativa, foi criado exclusivamente para ser um espaço de trocas, intercâmbios culturais e experimentação de tecnologias.

“A Casa Afrolatinas, assim como o festival, nasceu para ser um espaço ativador de encontros, encantos, formações e oportunidades. É uma casa de mulheres negras latino-americanas e caribenhas, de afetos”, explica Jaqueline Fernandes, co-fundadora da Afrolatinas.

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“Essa casa é uma mostra de nossas cores, sabores, saberes e fazeres. É um sonho, que encontrou lugar no Varjão, comunidade periférica, no Distrito Federal, com população de 80% de pessoas negras. Ela foi construída de forma coletiva, assim como a nossa história. Nos movemos assim”, conta.

Pensada para ser um laboratório vivo e dinâmico de inovação e impacto social, a casa focará na cultura e na educação como pilares para o desenvolvimento humano, social e econômico.

Cozinha Afrolatinas

A culinária também está inclusa neste centro de culturas, que terá sua cozinha inaugurada pelo chef Chidera Ifeanyi, do Restaurante Simbaz, no Distrito Federal, ainda durante o festival.

O chef, que tem mapeadas as principais características dos 54 países do continente africano, tem como proposta oferecer ao público culinária, língua e cultura das quatro principais regiões que compõem a África.

“A gastronomia é elemento cultural determinante para todas as pessoas, por meio da qual é possível fortalecer identidades, gerar renda, garantir dignidade, autoestima e integração. A proposta é realizar uma série de programas audiovisuais para compartilhar a diversidade culinária preta e/ou feita por pessoas pretas”, aponta Jaqueline.

Para ter acesso à programação completa do festival, basta acessar o site www.afrolatinas.com.br.

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