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Helena Galante Helena Galante Helena Galante é redatora-chefe de CLAUDIA, Boa Forma e Bebê.com.br. Criadora do podcast Jornada da Calma, acredita que, com amor, nada neste mundo vai nos parar.

Eu e você: carta da edição de maio

Helena Galante redatora-chefe de CLAUDIA conta os principais destaques da edição de maio

Por hgalante Atualizado em 12 Maio 2022, 15h28 - Publicado em 13 Maio 2022, 08h27

“O que vem antes de tudo na pintura, além da disputa pela memória, é o afeto. O que movimenta a pessoa a criar é o amor, buscar imagens que ainda não existem nesse mundo.” Foi com essa frase que Marcela Cantuária, a artista da nossa vibrante capa da maio (leia na página 40), deixou transparente para mim porque a sua presença é tão impactante – e necessária – por aqui.

Com a mesma urgência e intensidade com que pinta, ela abraça quem está ao seu redor e convida a sonhar junto um mundo mais livre. Num improvável feriado pré-Carnaval, no fim de abril, eu e a diretora de arte Kareen Sayuri fomos arrebatadas para o universo criativo carioca e presenciamos, pelo gentil olhar da fotógrafa Priscilla Haefeli, a transformação da própria Marcela numa pintura revolucionária. Nas suas cores intensas, há espaço para política, para poesia, para luta, para magia e para celebração. Como acreditamos em CLAUDIA que a arte, o jornalismo e a vida podem ser.

Aqui, criamos espaço para honrar as mães de santo e a guiança oferecida pelas líderes religiosas que fortalecem uma fé mais inclusiva em nosso país. Na reportagem de Kalel Adolfo (na página 88), encontramos nas figuras de Mãe Paula de Yansã, Mãe Claudia de Oyá e Iyálorisá Omilade a esperança e a resistência que definem o legado do candomblé e outras religiões de matriz africana no Brasil – e também apontam um sentido feminino possível.

Da mesma forma que nós nos derretemos com o relato do encontro da nossa editora-chefe, Paula Jacob, com a fotógrafa Autumn Sonnichsen, que experimenta o maternar da pequena baby Forest, de 1 ano, numa espécie de viagem encantada ao redor do mundo (na página 56), estamos ao lado do movimento que expõe os aspectos difíceis do puerpério e tem afetado a saúde mental das novas mães (na página 80).

Em todas as histórias que contamos, há um compromisso com a emoção. Num mundo com ainda tão poucos lugares para sermos quem somos, por inteiro, é ela, vinda diretamente do coração, que nos aponta o caminho a seguir.

 

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