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Por Ana Carolina Coelho. Feminista, mãe, escritora, poeta, dançarina, plantadora de árvores, pesquisadora e professora universitária
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As mães conseguem curtir o final do ano?

O acúmulo de funções e os mil compromissos se somam agora aos cuidados que o calor intenso exige. Final de ano nunca foi tempo de folga para as mães

Por Ana Carolina Coelho
Atualizado em 14 dez 2023, 00h15 - Publicado em 13 dez 2023, 06h51

O clichê de todo final de ano, “Nossa! O tempo passou tão rápido!”, chegou mais cedo este ano com as temperaturas altas vividas em todo país. Nós, mães, que já trabalhamos muito mais no final do ano, precisamos constantemente nos preocupar agora com a saúde de todas as pessoas do lar.

O cansaço materno acumulado das inúmeras tarefas que desempenhamos em casa e no trabalho se somam ao calor dos dias que tornam tudo mais difícil, já que — entre ventiladores e ares-condicionados — precisamos ficar atentas às dores de garganta, viroses, resfriados, dores de cabeça e outros efeitos que atingem em especial as crianças.

À rotina de arrumar casa, ajeitar o material escolar, auxiliar nas tarefas escolares, preparar comida, buscar e trazer crianças da escola e cumprir todos os compromissos semanais, além de separar tempo para brincadeiras, adicionam-se as tarefas de: comprar/fazer as fantasias das apresentações de final de ano; comparecer às festas de confraternização; conseguir os presentes dos vários amigos secretos; organizar e preparar a ceia de Natal e Ano-Novo; comprar os presentes; separar as roupas e brinquedos para doação…

Entre tantas outras obrigações, ainda manter a pele hidratada, a alma lavada e a saúde mental em dia (contém BASTANTE ironia!).

Quando uma mãe ouve que “pelo menos o final do ano está chegando para aproveitar as férias e um pouco de descanso”, observe como, em geral, ela tenta conter uma risada nervosa e cansada.

O final do ano e as férias são as épocas em que nosso trabalho invisível da economia dos cuidados se torna ainda mais intenso! 

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Mesmo isso sendo óbvio para as mães, esse trabalho ainda é percebido como “fácil” e “natural”. Por exemplo, no dia em que eu saí de licença maternidade pela segunda vez uma pessoa me disse: “bom descanso”.

Expliquei que eu teria TUDO nos dias após ao nascimento de minha filha, menos descanso, mas percebi um olhar de incompreensão. “Afinal, quanto trabalho um neném dá?” 

Esse é o mesmo argumento usado para desmerecer o trabalho doméstico, pois “é só cuidar da casa e das crianças”. Até parece.

Explicitar o cansaço e reivindicar uma divisão igualitária das funções domésticas e com as crianças não significa dizer que não gostamos de ser mães ou mesmo que não gostamos das festas, pelo contrário. 

A maioria de nós vai se esmerar em arrumar as/os pequenas/os para as apresentações e chorar durante cada música cantada e cada coreografia executada. Vibraremos de alegria com a evolução das nossas crias e ficaremos nostálgicas pensando: “Como o tempo passa rápido”. 

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Queremos abraçar e comemorar todas as conquistas de nossa família e fazermos planos para um ano de 2024 melhor.

Nesses votos de melhoria tenho certeza de que podemos todas e todos contribuir para um mundo com menos cansaço materno, maior divisão das tarefas do lar e dos cuidados e, com isso, garantir uma vida mais plena para as mulheres e mães. Mamãe Noel também precisa descansar.

É possível sermos melhores, SEMPRE! Vamos conversar?

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