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Caroline Apple: nova colunista de CLAUDIA assina a seção semanal "A parte que me cabe" A parte que me cabe Idealizadora do @namastreta, a jornalista Caroline Apple trilha o caminho da autorresponsabilidade nos relacionamentos

O like que ele dá não é o mesmo que você recebe

Não invente uma trama: vai lá e pergunta qual a intenção da curtida

Por Caroline Apple 25 jul 2022, 18h02

As redes sociais nos deram novas ferramentas para demonstrar interesse e também desinteresse por alguém . Se você está interessada, basta curtir e comentar fotos específicas como uma forma de sinal. Pode funcionar também se você usar o fatídico foguinho ou outro emoji sugestivo para chamar a atenção de quem você está a fim.

Acontece que ao mesmo tempo que atitudes como essas podem dizer alguma coisa, elas podem não querer dizer absolutamente nada – pelo menos nada do que você gostaria. E a interpretação vai ficar por conta do nosso desejo por atenção.

Quando estamos interessadas em alguém, os movimentos dessa pessoa ganham nuances diferentes. Damos tanta atenção para os movimentos online do pretendente que começamos a direcionar a suposta intenção dessas ações para a realização das nossas vontades.

É a hora que uma simples curtida numa foto se torna sinônimo de interesse.

Caso não haja nenhum envolvimento emocional, facilmente essa ilusão se desfaz e a vida segue a partir do momento que a outra parte chancela o desinteresse ou não dá abertura para a tentativa ‘oficial’ de flerte.

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Mas o problema é quando temos uma história mal resolvida dentro da gente com alguém. Num coração com sentimentos em suspensão, uma curtida e uma visualização dos stories se tornam a certeza de ter sido notada pela pessoa que desejamos. Por isso, é fácil perder a mão quando um amor não correspondido passa a interagir virtualmente. 

O desejo coloca em nossos olhos uma lupa turva, onde uma simples e ordinária interação na rede social se torna uma fagulha de esperança que tem o poder de atear fogo numa mulher que ama, mas que não é amada de volta da mesma maneira.

E assim nos permitimos nos tornarmos depósitos de ‘curtidas’, frutos muitas vezes de um movimento automático dos dedos e do tédio da outra pessoa.

Por fim, quem define o peso do like do outro são nossas carências e nossos desejos não atendidos. E a dica é: não invente uma trama. Se a dúvida for muito grande, vai lá e pergunta qual a intenção da curtida. Senão, apenas entenda com a mente e depois compreenda com o coração que esses ‘bitcoins’ emocionais estão bem abaixo daquilo que você merece, mesmo que haja o mínimo interesse do outro lado. 

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