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Idealizadora do @namastreta, a jornalista Caroline Apple trilha o caminho da autorresponsabilidade nos relacionamentos

Como deixar de ter o ‘dedo podre’

O primeiro passo é entender se não está havendo uma reprodução daquilo que foi ensinado sobre amar

Por Caroline Apple 12 dez 2022, 12h28 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h57
Relacionamento - dedo podre
Investigue seu ser incansavelmente para sair dessa lógica e dar adeus ao "dedo podre" (| Foto: Getty Images/Getty Images)
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A parte mais triste de ter o “dedo podre” na hora de escolher um parceiro é acreditar que isso é uma sina quando não passa de um padrão de comportamento. A vida nos traz muitas opções, mas a energia de quem faz escolhas duvidosas está sempre voltada ao que lhe parece conhecido, portanto, mesmo que péssimo, há um lugar de conforto.

Não vou te pedir para sair da zona de conforto. Vou te convidar a sair desse desconforto que você bizarramente considera quentinho, mesmo que inconscientemente, e te convido também a fazer escolhas que realmente te proporcionem mais bem-estar, mais alento.

Geralmente, as mulheres que têm essa fama colecionam pretendentes legais, mas que são ignorados solenemente, sendo taxados de coisas como “bonzinhos demais”. É na companhia desses caras reduzidos a palavras no diminutivo que muitas dessas mulheres encontram carinho, cuidado e atenção. Mas não importa, o negócio é ir atrás do que se conhece no íntimo como manifestação de amor, que pode ser, pasmem, o desprezo, o abandono, a indiferença…

Sinto que o primeiro passo para deixar de ter o “dedo podre” é entender se não está havendo uma reprodução daquilo que foi ensinado sobre amar. E não se trata do que foi dito, e sim vivido. Muitas vezes, não adianta ter uma mãe que incentiva a independência emocional se na prática você cresceu vendo ao contrário. Mas isso é só um exemplo do como podemos reproduzir estruturas acreditando que aquilo é que é amor.

A partir deste ponto de partida, acredito ser possível começar a trilhar uma jornada mais emancipada do que é o amor que esperamos viver em relação a aquele que reproduzimos por osmose. Claro que essa é apenas uma das possibilidades. Somos uma caixinha complexa de interações emocionais e leituras das experiências vividas, mas o que posso garantir é que se está gerando sofrimento é porque não é o seu caminho. Não acredite nisso. Não está tudo bem ter o “dedo podre”. Não deve ser piada no grupo de amigas ou da família. Não é situação que mereça um segundo de orgulho. Não é algo a se conformar.

Você merece sim ser amada, cuidada e acolhida. Investigue seu ser incansavelmente para sair dessa lógica e dar adeus ao “dedo podre”.

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