Soft Kitchen: conheça a tendência que transforma a cozinha em um espaço de convívio e aconchego
A 'soft kitchen' propõe transformar a cozinha em um espaço de conforto e convivência; conheça a tendência do momento!
A cozinha é o coração do lar. É o cômodo onde preparamos nossas refeições, convivemos com a família e passamos boa parte do nosso tempo. Para que o espaço seja confortável e convidativo, o décor deve fugir de um visual frio e polido, criando uma sensação acolhedora e aconchegante. Nas redes sociais, esse conceito é conhecido como soft kitchen (em tradução livre, “cozinha suave”), que propõe transformar o ambiente de um local puramente funcional em um espaço de acolhimento.
Aqui, a cozinha vai além de um ponto de preparo: é um espaço que funciona como ponto de encontro social e de convivência, atraindo as pessoas de forma natural e convidando-as a permanecer.
“A relação das pessoas com a casa mudou. A cozinha passou a ser, também, um espaço de convivência, e existe uma busca maior por conforto, bem-estar e ambientes que reflitam a personalidade dos moradores”, explica a arquiteta Rosangela Pena, do escritório homônimo, sobre o surgimento da tendência. Na soft kitchen, o cômodo faz o morador se sentir em uma extensão da sala de estar.
O surgimento da tendência também está associado ao fenômeno do cozy living, onde o corpo pede um refúgio para desacelerar. Nesta ‘nova forma de morar’, os espaços passaram a carregar o rastro humano, revelando quem mora ali. Segundo pesquisa realizada pela Obramax, 44% dos brasileiros realizam obras para ganhar maior conforto, enquanto 23,1% buscam mudar a decoração e a energia do cômodo. O estudo também revelou que a cozinha e a sala estão entre as áreas mais reformadas.
Na tendência da cozinha, elementos como texturas naturais, linhas curvas, mobiliário solto, iluminação aconchegante e elementos decorativos ajudam a aproximar o ambiente da linguagem de um living.
“Somos levados a uma busca quase nostálgica por referências de tempos mais analógicos e humanos, além de acolhedores, como a casa de infância e a casa de vó“, acrescenta a arquiteta Patricia Penna, do escritório homônimo. Conforme a especialista, a soft kitchen busca elementos que pareçam ancorar a nossa sensação de bem-estar e pertencimento em casa.
Como aderir à soft kitchen em casa?
Na soft kitchen, a cozinha deixa de ser um espaço unicamente funcional e ganha um teor social, sendo frequentemente integrada aos demais espaços de convivência, como a sala de estar. Porém, mais do que uma simples integração, a cozinha também ganha elementos clássicos da sala, como texturas, espaços aconchegantes para sentar e um layout multifuncional. Na tendência, o mais importante não são as cores exatas para usar ou os revestimentos ideais, mas, sim, a maneira como esse cômodo te faz sentir. O objetivo é que ele seja convidativo e acolhedor.
Assim, uma soft kitchen deve ser um espaço onde a rigidez dá lugar a texturas, aconchego e uma estética visualmente leve. Assim, em vez de linhas marcantes e acabamentos de alto contraste, a tendência privilegia formas delicadas, paletas de cores sóbrias e materiais táteis.
Ao borrar cada vez mais a fronteira entre sala de estar e cozinha, é necessário atentar-se à integração para que os cômodos não percam as suas respectivas funcionalidades. “É fundamental preservar os fluxos, as áreas de trabalho e o armazenamento, enquanto materiais, cores e marcenaria criam uma continuidade visual entre os ambientes”, explica Rosangela. Assim, a cozinha abandona o visual técnico e industrializado, mas continua servindo seu propósito original.
No décor, invista em itens que agreguem personalidade, história e ambiente, como vasos, jarras, louças, quadros e arranjos florais. Em paralelo, dê atenção às toalhas de mesa e jogos americanos, que devem ter texturas e cores que harmonizem entre si. Tapetes e passadeiras também podem ser uma boa pedida para conferir um toque de aconchego e textura.
Os melhores materiais e cores para ter uma soft kitchen
A integração dos ambientes não se trata apenas de derrubar paredes: é necessário criar uma conexão visual, que é, inclusive, a responsável por conferir o visual soft e aconchegante ao espaço. Uma cozinha de atmosfera acolhedora é aquela que desperta os sentidos, em vez de apelar apenas para o lado prático.
Para isso, materiais como madeira, pedras naturais, tecidos, palha e acetinados conferem uma estética aconchegante e facilitam a conexão entre a cozinha e os ambientes de convivência. “Materiais com textura e aparência natural ajudam a reduzir a sensação de um ambiente excessivamente técnico”, pontua Rosangela.
Na mesma linha, paletas neutras — sem cair diretamente no branco hospitalar — e cores associadas à natureza e ao calor transmitem tranquilidade e aconchego, além de facilitar a integração da cozinha com os demais ambientes.
“Uma cozinha que traga essa sensação de acolhimento precisa ser trabalhada em camadas. Pode-se começar com uma base, como um revestimento de piso, que pode ser neutro ou estampado. A partir dele, definem-se os revestimentos de parede e o material das bancadas. Em seguida, o material dos armários, que podem ter cores ou serem feitos com um terceiro componente, como madeira. Por fim, os tecidos das toalhas, jogos americanos e tapetes podem falar a linguagem dos elementos já presentes ou serem o ponto de inflexão do conjunto, em cores e estampas contrastantes”, diz Patricia.
A iluminação é o ponto-chave da soft kitchen
Outro ponto essencial é a iluminação. Para esta, deve haver a possibilidade de dois ou mais circuitos: um para garantir funcionalidade e outro para a ambiência do espaço. A luz do ambiente, por sua vez, deve ser indireta e com pequenos pontos focais, podendo ser integrada à marcenaria.
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