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Rachel Jordan

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Referência no mercado de consultoria de imagem, Rachel Jordan é especialista em comportamento profissional e atua como consultora, mentora e palestrante para empresas e pessoas que desejam desenvolver suas habilidades emocionais e alavancar a carreira. Co-autora do Livro À Sua Moda – 4Talks, Rachel também ministra cursos e workshops na área

Competitividade e autoestima no ambiente de trabalho

A especialista Rachel Jordan mostra como colaboradores e lideres podem criar um ambiente de trabalho saudável, empático e positivo

Por Rachel Jordan 4 nov 2020, 09h00
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 (Foto: martin-dm/Getty Images)
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Reverenciada por muitos profissionais e criticada por tantos outros, a competitividade no ambiente profissional continua dividindo opiniões no mundo corporativo ao longo das últimas décadas. As divergências em torno do tema se justificam. Afinal, trabalhar num ambiente saudável, acolhedor e colaborativo é o desejo de qualquer pessoa que está no mercado de trabalho. Mas será que a competitividade, como alegam alguns, estimula de fato, conflitos e intrigas entre os colaboradores e abala a autoestima de profissionais que não lidam bem com essa ferramenta adotada pelas empresas modernas?

Avalio a competitividade como um ponto positivo se ela for adotada com equilíbrio pelas empresas e por seus gestores. A competição no ambiente profissional pode ser muito saudável se usada com inteligência emocional pelos líderes para aguçar as competências de cada colaborador. É essencial ressaltar a importância do trabalho em equipe, onde cada um contribui com suas habilidades para atingir metas pessoais e alcançar os objetivos da empresa.

Vejo o papel dos gestores como fundamental nesse processo. Eles têm a missão de medir a temperatura e pressão da competitividade entre suas equipes, e de detectar o momento exato de mudar as estratégias se a concorrência entre colegas se tornar nociva, desleal e prejudicial para integrantes da equipe e para a reputação da empresa. Esse olhar, atento e cuidadoso dos líderes, é imprescindível para evitar que alguns colaboradores se sintam isolados e com a autoestima abalada pela ação de profissionais mais individualistas e pouco empáticos com a dificuldade do outro.

Se você se sente insegura num ambiente altamente competitivo, é importante saber superar essa dificuldade investindo em novos conhecimentos que vão contribuir para aumentar sua autoconfiança. Para isso, você precisa se conhecer, entender suas limitações e como lidar com cada uma delas. A primeira coisa é não esquecer de que concorrência e conflito fazem parte de qualquer ambiente, seja profissional ou pessoal. Não encare a competitividade como uma investida contra você. Veja a estratégia como um estímulo ao seu crescimento profissional e saiba como tirar proveito disso.

Esteja preparada para manter o controle emocional naqueles momentos difíceis, quando os ânimos estão exaltados e sua vontade é fugir daquela situação de conflito que muitas vezes mina sua autoestima. É lógico que existe limite para tudo, não estamos falando de um ambiente destrutivo, pouco ético e que fere seus valores. E sim de situações de pressão consideradas normais e comuns ao ambiente de trabalho.

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Cada vez mais as empresas estimulam a competitividade, mas, em contrapartida, estão mais atentas para evitar que seus colaboradores se sintam constrangidos e isolados em determinadas situações. É importante que você também pratique o autocuidado no ambiente de trabalho, buscando alternativas que façam uma espécie de blindagem em torno de você.

Como já ressaltei algumas linhas acima, se manter atualizado, adquirir novos aprendizados de acordo com as exigências do mercado, por exemplo, é um exercício de proteção no momento de exercer a competitividade. Com autoconfiança você melhora sua autoestima e enfrenta de forma mais serena esses jogos profissionais.

Se você é uma líder, nunca se esqueça que a competitividade saudável é aquela que estimula a evolução e o aperfeiçoamento dos seus subordinados. Encare como missão construir no seu ambiente profissional um clima saudável e competitivo na medida certa. Incentivar ou tapar os olhos para uma concorrência desleal e negativa pode resultar num ambiente altamente nocivo que arranha sua imagem profissional e a reputação da empresa.

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Abaixo, contribuo com algumas dicas para líderes e colaboradores que podem ajudar a criar um ambiente de trabalho saudável, empático e positivo.

Fuja das intrigas

Seja como gestor ou colaborador, não dê ouvidos a intrigas, elas funcionam como uma armadilha perigosa para o seu crescimento profissional. Muitos profissionais se sentem ameaçados com o sucesso do colega e criam problemas que muitas vezes só existem na cabeça deles. Foque no seu trabalho e nos resultados.

Assédio moral

Quando a competitividade extrapolar os padrões aceitáveis, gerando situações constrangedoras para você, recorra aos mecanismos de proteção que dispõe. Converse com seu líder ou colaborador para tentar resolver a questão. A lei contra o assédio moral é um instrumento importante a seu favor, avalie o momento de usá-la como medida de proteção.

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Competição irracional

Existem profissionais muito competitivos que preferem trabalhar sozinhos para receber todos os créditos sobre os resultados. Mostre a importância do trabalho em equipe, demonstre o quanto ele favorece o crescimento profissional de todos. Não estimule a competição irracional e acirrada entre os membros de sua equipe.

Ética

Seja ético com você e com seus parceiros de trabalho. Nada justifica uma atitude egoísta e sem princípios. Valorize as diferenças e entenda que cada um pode contribuir com suas habilidades para o crescimento da empresa. Mas não se esqueça de reconhecer os limites de cada um. Trabalhe para elevar a autoestima de seus colaboradores e não para destruí-la.

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