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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Para que serve o peeling? Conheça as várias utilidades do procedimento

Ele pode ser feito com várias substâncias e tratar desde acne e cicatrizes até atenuar o envelhecimento da pele

Por Denise Steiner Atualizado em 28 out 2020, 17h10 - Publicado em 29 out 2020, 10h00

O peeling químico é um procedimento onde ocorre renovação da pele associada à melhoria da qualidade e firmeza da mesma. Ele tem tem mil e uma utilidades, pois existem inúmeras indicações como manchas, acne ativa e cicatricial e também envelhecimento cutâneo.

Muitas substâncias químicas podem ser utilizadas para fazer o peeling, tais como ácido glicólico 50 a 70%, ácido retinóico 3 a 5%, solução de Jessner, ácido tricloroacético, ácido pirúvico e, também o fenol.

Conforme a camada da pele que for atingida, o peeling pode ser considerado superficial, médio e profundo. Quando é médio ou profundo ele gera um estímulo de produção e remodelação do colágeno que melhora a flacidez cutânea.

Quando indicamos um peeling são importantes várias questões como qual substância utilizada, concentração do ativo, preparo da pele, pressão que fazemos ao passar o produto e, também o número de passadas. Tudo isso é importante para o resultado final.

No caso das manchas de pele como o melasma, podemos indicar peelings superficiais, para evitar o efeito rebote. No tratamento do melasma usamos solução de Jessner, alfahidroxiácidos como glicólico, mandélico, lático e, também o ácido retinóico. São feitas várias sessões com intervalos semanais ou quinzenais. No pós-operatório, o uso de hidratante e filtro solar é importante para otimizar o resultado final.

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Outros usos

Para o tratamento da acne ativa usamos peeling de ácido salicílico 20 a 30%, que seca as lesões pustulosas e renova a pele. No caso das cicatrizes de acne, quando não há mais lesões inflamadas, podemos usar o ácido tricloroacético (ATA) 20 a 30%, considerado peeling médico e que promove a remodelação do colágeno. Para melhorar ainda mais os resultados, podemos combinar o peeling químico com microagulhamento com intervalo mensal (3 peelings no total).

O envelhecimento cutâneo pode ser prevenido com peelings superficiais de ácido retinóico e/ou glicólico usado a cada mês já na faixa dos 25 a 40 anos. Peles mais maduras, entre 40 e 50 anos, podem ser tratadas com peeling combinado de Jessner mais ATA 35%. Esse peeling é considerado um peeling médio. A pele deve ser preparada e é necessário tomar antiviral um dia antes e até dez dias após o procedimento. Esse peeling melhora a textura, rugas leves e flacidez moderada. Peles mais envelhecidas melhoram intensamente com o peeling de fenol.

O peeling de fenol 88% pode ser combinado com óleo de croton e usado em concentrações variadas.
Ele é considerado um peeling profundo, melhorando desde a superfície cutânea até a derme profunda com remodelamento intenso do colágeno. O paciente precisa ser criteriosamente selecionado, pois o fenol tem um grau de toxicidade. São necessários exames gerais e também eletrocardiograma para evitar risco de arritmias durante o procedimento.

Esse peeling pode ser usado nas pálpebras e, também região perioral que em geral estão muito enrugadas. A pele tem que ser preparada com ácidos e clareadores antes do peeling e o antiviral deve ser administrado um dia antes e mantido até dez dias depois. O peeling de fenol é dolorido e o paciente deve ser monitorado. O pós-operatório é demorado, com muita descamação e muita sensibilidade. Devem ser usados cremes untuosos e hidratantes além de filtro solar com número alto e pigmentos. Os resultados são excepcionais e duradouros.

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