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Ana Claudia Paixão A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

Atriz de Vikings vive ex-policial em nova série de suspense da Disney

Katheryn Winnick revela os bastidores da segunda temporada de Big Sky, suspense que estreia no Brasil em 31 de agosto

Por Ana Claudia Paixão Atualizado em 27 ago 2021, 13h33 - Publicado em 27 ago 2021, 13h30

A canadense Katheryn Winnick tem uma beleza estonteante e uma simpatia que contagia. Por anos, ela deu vida à heroína Lagertha, de Vikings, virando uma estrela internacional. Quando a série acabou, em 2020, não tirou férias e praticamente emendou trabalhos, indo direto para a misteriosa Big Sky, que (finalmente) estreia no Brasil, no dia 31 de agosto, na StarPlus (Disney).

Big Sky é a adaptação do best-seller The Highway, de C. J. Box, que, por sua vez, se inspirou na história do serial killer Ed Gein, usado como base para personagens como Norman Bates, de Psicose, e Buffalo Bill, de O Silêncio dos Inocentes. Portanto, já se pode esperar muita tensão em todos os episódios.

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Quando conversamos, por telefone, Big Sky ainda estava no ar nos Estados Unidos e não tinha a confirmação da segunda temporada (algo que já podemos celebrar!).

A série traz Katheryn em mais um papel forte, onde mostra suas habilidades de luta. Ela é Jenny Hoyt, uma ex-policial que investiga o desaparecimento de duas adolescentes em uma pequena cidade em Montana. Claro que nada é tão simples quanto parece e para desvendar esse e outros crimes, ela vai ter que se unir à sua ex-melhor amiga, Cassie Dewell (Kylie Bunbury), atual namorada de seu ex-marido, Cody Hoyt (Ryan Philippe).

Assim como suas personagens, Katheryn é empolgada. A atriz conversou comigo sobre o privilégio de trabalhar com o showrunner de Big Sky, David E. Kelley, que é responsável por Big Little Lies (HBO) e Nove Perfeitos Estranhos (Amazon Prime Video) – tema da minha coluna da semana passada! Embora a nova personagem seja o que dominou nosso papo, não tínhamos como deixar de mencionar Lagertha (para grande paixão da atriz).

Big Sky tem reviravoltas logo nos primeiros episódios. Tento fazer a coluna sem spoilers, algo que ficou difícil no papo com Katheryn, mas pode deixar que não estragamos as surpresas. São muitas de qualquer forma! E confesso, acabei o telefonema ainda mais fã dela.

– Me conta como você se envolveu com Big Sky?

Katheryn: Foi quando David E. Kelley e Ross Fineman, os produtores, me ligaram e me ofereceram o papel de Jenny Hoytt. Nos reunimos para falar da personagem e da direção do show. Eu sabia a oportunidade de estar envolvida em um projeto de David. E. Kelley não é algo que muitos têm ao longo da vida, então! (risos)

– E você praticamente emendou as duas séries…

Katheryn: Eu não tinha planos de fazer isso, mas é tão raro encontrar personagens fortes como Jenny Hoytt e Lagertha! Tomei coragem e apostei na fé. Sabia que David escreveria tão bem para Jenny como Michael Hirst (showrunner de Vikings) fez para Lagherta. Ambas são personagens formidáveis.

– Quando vem a virada do roteiro, é bastante surpreendente. Como foi a sua reação quando o leu?

Katheryn: Eu adorei (Nota: Katheryn dá o SPOILER, mas vou omitir!), traz uma dinâmica para as duas personagens principais, que são Jenny e Cassie. A história, e a série realmente terão como base essas duas mulheres que têm que se unir, apesar de todas as adversidades, para localizar e salvar as meninas desaparecidas.

– Como você descreveria Jenny?

Katheryn: Definitivamente é uma mulher forte, uma mulher de Montana que dirige um carro todo quebrado, que já foi parte da polícia e que se separou do amor de sua vida, Cody Hoytt. Os dois tem um filho juntos e estão tentando acertar os ponteiros, para o bem-estar do filho deles. Ao mesmo tempo, ela se sente traída pelo ex-marido e sua (ex) melhor amiga, o que é um começo interessante porque você se pergunta como elas vão conseguir superar o problema entre elas (Cassie agora namora Cody) e juntas descobrir onde estão as meninas que desapareceram. Mais do que isso eu também não sei! (brinca) Porque quando você topa participar de uma série vai descobrindo um pouco mais sobre a personagem e sua trajetória ao longo dos episódios. Eu ainda estou descobrindo a Jenny ao longo da temporada.

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– Há um desafio interessante nesse conflito feminino entre Jenny e Cassie, onde frequentemente seria uma mulher “culpando” a outra por “roubar” o marido dela, mas não funciona assim.

Katheryn: Sim, sim, entendo o que está dizendo. Realmente a série não é sobre um triângulo amoroso, mas sobre essas duas mulheres e como elas terão que, mesmo vindo de vidas diferentes, se unir. Logo percebemos que o casamento de verdade é de Jenny é com Cassie, é na relação das duas que está o coração da série.

– E há competição entre elas? Porque também é uma mensagem – mulher competindo com outra, especialmente por um homem – que não queremos tanto que esteja presente nas histórias, não?

Katheryn: Sim, verdade e há ainda um pouco desse sentimento entre elas porque elas estão apaixonadas pelo mesmo cara! Elas se desafiam! É dentro do que considera saudável, mas por outro lado, é sim muito mais poderoso quando é uma história de mulheres se unem e têm respeito mútuo, que se empoderam, que se completam, que se levantam. Essa é uma história que eu queria contar! Tudo bem que ainda há uns socos aqui e ali (risos), mas há também um amor forte e mútuo entre Jenny e Cassie que veremos evoluir. Elas realmente se protegem.

– Eu juro que não ia, mas não posso deixar de tietar e perguntar sobre a experiência de ter dado vida a uma personagem tão icônica como Lagertha. Como foi se despedir dela? O que você levou dela com você?

Katheryn: Ela foi realmente formidável e não acredito que jamais consiga superá-la. Me sinto abençoada por ter feito parte de uma série que teve tanto impacto para as mulheres ao redor do mundo. Eu sei que há muitos fãs de Vikings no Brasil (ri), meu Instagram vive explodindo com fotos do meu rosto como Lagertha em tatuagens nos corpos das pessoas (risos), são loucos! (ri mais ainda). Não poderia ser mais agradecida por isso do que sou!

– É o sucesso de Lagertha!

Katheryn: Sim! Com meu rosto! (risos) Eu sinto que precisamos de exemplos de mulheres fortes, mais do que nunca. Há muitas jovens mulheres com desafios em suas vidas e acho que é importante ter alguém para se inspirar e admirar. Ter alguém que possamos tentar copiar. Para mim, espero que Lagertha dure por muitos e muitos anos. Em todas as personagens que eu vir a escolher vou lutar por elas, para dar força e voz a elas, assim como opinião, porque é a colaboração que – como atriz – posso dar para outras mulheres encontrarem suas vozes também.

– E como diretora também! (Katheryn estreou na direção em um dos mais elogiados episódios da temporada final de Vikings)

Katheryn: Sim, e como produtora (ela produziu o filme de Sean Penn, Flag Day, lançado há poucas semanas). É importante para as mulheres encontrarem suas vozes, lutar por igualdade e equidade. Estamos em um momento de transição muito precioso, com o #metoo, o Black Live Matter, e é muito importante que as mulheres se apoiem e que deem uma às outras uma plataforma onde possam falar. Não me entendam errado, não podemos fazer tudo sozinhas e precisamos dos homens, que eles nos apoiem, mas precisamos ter uma voz unificada ao redor do mundo. Nossa, fiz um discurso! (risos) Me empolguei! Por favor mande meu carinho para o Brasil! Estou louca para poder voltar!

Estaremos aguardando!

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