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Jeffrey Epstein: o dossiê completo do escândalo, dos crimes às novas revelações

Tudo o que se sabe sobre o caso Epstein: investigação, arquivos liberados, figuras mencionadas e os desdobramentos mais recentes

Por Da Redação
3 fev 2026, 14h57 • Atualizado em 3 fev 2026, 14h59
 (Arte/CLAUDIA)
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  • O caso Jeffrey Epstein passou de uma investigação criminal centrada em um financista de elite a um escândalo global envolvendo tráfico sexual de menores, amizade com poderosos, acordos judiciais controversos, a morte dele na prisão e uma enorme divulgação de documentos que estão redefinindo o entendimento público e judicial sobre toda a rede de relações e eventuais encobrimentos.

    Até o começo de 2026, o surgimento de mais de 3 milhões de páginas de arquivos, além de conflitos judiciais e políticos sobre transparência, tornou o caso atual e ainda em aberto.

    1996-2005: primeiras investigações e o início dos abusos

    Jeffrey Epstein
    Jeffrey Epstein (Neil Rasmus/Patrick McMullan/Getty Images)

    A trajetória investigativa de Jeffrey Epstein começou no final dos anos 1990, quando surgiram as primeiras denúncias de abuso sexual envolvendo menores. A partir de 1996, relatos indicavam que Epstein recrutava garotas jovens sob pretexto de “massagens” em sua mansão em Palm Beach (Flórida), que acabavam em exploração sexual.

    Em 2005, a polícia local de Palm Beach iniciou uma investigação formal após múltiplas denúncias, o que levou a um processo sólido apontando abuso de menores e o funcionamento de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes. As vítimas eram recrutadas por intermediários e levadas à propriedade de Epstein, muitas vezes dirigidas pela associada Ghislaine Maxwell.

    2008: o acordo controverso que evitou uma pena severa

    Em um dos capítulos mais criticados do caso, Jeffrey Epstein fez um acordo judicial em 2008 com procuradores da Flórida, pelo qual se declarou culpado por charges estaduais de solicitação de prostituição de uma menor.

    Ele cumpriu uma pena de 13 meses, grande parte em regime que permitia sair durante o dia para trabalhar, e recebeu imunidade ampla para quaisquer cúmplices, incluindo Maxwell — algo amplamente apontado como um “acordo de elite” que impediu punições mais duras.

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    Esse acordo foi duramente criticado por autoridades federais anos depois, levando até mesmo a um pedido de explicações públicas sobre como isso foi permitido.

    Julho e agosto de 2019: prisão federal e morte

    • 6 de julho de 2019 – Epstein é preso em Nova York sob acusações federais de tráfico sexual de menores em escala nacional e internacional, incluindo levar vítimas para outros estados e países.
    • 10 de agosto de 2019 – Ele é encontrado morto em sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Nova York; o relatório oficial considerou suicídio por enforcamento, embora essa conclusão tenha alimentado teorias e debates públicos intensos.

    Após sua morte, seu advogado chegou a apontar que Epstein e a defesa discutiram potencial cooperação com o FBI cerca de duas semanas antes de sua morte, embora nada concreto tenha sido firmado.

    2020-2022: julgamento de Ghislaine Maxwell

    Foto de Ghislaine Maxwell
    Ghislaine Maxwell (Patrick McMullan/Getty Images)

    Ghislaine Maxwell, associada de longa data e figura central nas operações investigadas, foi presa em 2020 e, após julgamento, condenada em dezembro de 2021 por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores para Epstein.

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    Em 2022, Maxwell recebeu 20 anos de prisão, tornando-se a principal pessoa responsabilizada criminalmente até então.

    2023-2024: litígios civis e mediação de reputação

    Nos anos seguintes à morte de Epstein, múltiplas ações civis contra sua propriedade e patrimônio foram movidas por sobreviventes, buscando indenizações e responsabilização de outros possíveis envolvidos — desde instituições financeiras até indivíduos que supostamente se beneficiaram ou facilitaram sua rede. Esses processos continuaram a desenvolver-se pelo sistema judicial americano.

    2025: Epstein Files Transparency Act e a exigência de transparência

    Em novembro de 2025, o Congresso dos EUA aprovou por ampla maioria a Epstein Files Transparency Act, uma lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar ao público todos os registros e documentos relacionados às investigações federais de Epstein — incluindo comunicações, materiais de julgamento e evidências — com exceções apenas para proteger vítimas e segredos de Estado.

    O projeto foi apresentado em julho e aprovado nas duas casas do Congresso em novembro de 2025, sendo sancionado pelo presidente.

    Final de 2025: divulgação inicial de documentos

    Como parte dessa lei, o DOJ começou a liberar documentos no final de dezembro de 2025 — centenas de milhares de páginas e arquivos que já existiam nos arquivos da investigação, incluindo registros de grand jury, canhotos de emails, logs de voos e fotografias. Muitas dessas publicações foram criticadas por redacções mal feitas que permitiram a recuperação de conteúdos originalmente ocultos.

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    Janeiro-fevereiro de 2026: a maior liberação e novas controvérsias

    • 30 de janeiro de 2026 – O Departamento de Justiça divulga mais de 3 milhões de páginas, cerca de 180 mil imagens e 2 mil vídeos relacionados ao caso, em cumprimento à Epstein Files Transparency Act.

    Esses documentos revelam amplos contatos de Epstein com figuras poderosas — incluindo políticos, empresários de tecnologia e membros da elite global — e reacendem debates sobre quem poderia ter se beneficiado ou facilitado sua rede.

    Problemas e críticas recentes:

    • Grupos de sobreviventes criticam a divulgação parcial dos arquivos, alegando que informações fundamentais estão sendo retidas deliberadamente ou que redacções expõem vítimas indevidamente.
    • Advogados e legisladores argumentam que arquivos essencialmente importantes — como declarações do FBI e memorandos de acusação — ainda não foram liberados conforme exigido pela lei, o que pode representar não conformidade legal.
    • Alguns arquivos divulgados acabaram sendo retirados temporariamente depois que erros de redacção revelaram nomes e dados de vítimas, gerando mais controvérsia.
    • Autoridades do DOJ afirmam que não há evidências suficientes nos documentos divulgados que sustentem acusações criminais adicionais contra outras pessoas, apesar de suas aparições nas comunicações.

    Panorama atual do caso (fevereiro/2026)

    Mesmo com a liberação massiva dos arquivos, grande parte do material ainda está sendo analisado por jornalistas, advogados e pesquisadores. Organizações de sobreviventes, políticos de diferentes espectros e especialistas em transparência continuam a pressionar por uma abertura completa dos registros, incluindo materiais que possam esclarecer não apenas as ações de Epstein e Maxwell, mas também a extensão da rede que os cercava, direta ou indiretamente.

    O caso permanece um foco de crítica institucional, debates sobre impunidade de elites e exigência de justiça para sobreviventes, com desdobramentos que continuam a emergir em tribunais e na arena pública.

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