Jardim sensorial, espécies nativas e mais: 9 tendências de paisagismo para 2026
Do design biofílico ao uso de espécies nativas, conheça as principais tendências de paisagismo ainda para este ano
Nos últimos anos, a conexão entre casa e natureza é pauta na decoração, abrindo espaço para repensar não somente os jardins, mas a maneira como são integrados no interior da residência. Para 2026, o paisagismo passa de coadjuvante à protagonista dos projetos, priorizando o uso de espécies nativas e a integração do design biofílico.
A seguir, elencamos as principais tendências de paisagismo que devem dominar 2026, segundo especialistas:
1. Design biofílico
O design biofílico aparece como forma de integrar elementos naturais à arquitetura, promovendo o bem-estar e melhoras na saúde mental, crescendo ainda mais em grandes cidades.
“A proposta é aproximar os ambientes da natureza de forma planejada, utilizando iluminação natural, ventilação cruzada, vegetação e linhas orgânicas”, indica Renata de Figueiredo, arquiteta, especialista em Design de interiores e Neuroarquitetura e tutora do curso de Design de Interiores do Senac EAD.
Para além da integração de verde, o design biofílico traz materiais naturais em móveis, objetos decorativos e acessórios, como o uso de madeira e pedras. Ainda, a paleta de cores também acompanha a lógica natural, incorporando tonalidades que remetem à natureza, como terracota, marrom, verde e azul.
2. Paisagismo sustentável
A sustentabilidade é pauta em tendência, mas, em 2026, esta aparece no paisagismo para encontrar soluções de jardins com menor consumo de recursos.
“Trata-se do uso racional da água, escolha de espécies adaptadas ao clima local e redução de manutenção. As pessoas estão cada vez mais conscientes do impacto ambiental e buscam jardins que consumam menos recursos naturais”, pontua Lucas Júnior, paisagista e urbanista e criador do escritório LJS Paisagismo.
Para isso, integram-se novas tecnologias aos jardins, como irrigação inteligente, coleta de água da chuva e reaproveitamento de materiais. Em paralelo ao design biofílico, aparece o uso de materiais naturais de origem sustentável, como madeira, pedras e fibras naturais.
3. Paisagismo estratégico
Seja para chuveiros externos, seja como muros, o paisagismo é usado como estratégia e facilitador da arquitetura da residência.
“O paisagismo pode funcionar como um aliado da privacidade e da sensação de segurança. A partir do posicionamento estratégico das espécies, é possível criar uma atmosfera mais confortável para os moradores, especialmente em residências localizadas em condomínios e imóveis com circulação frequente”, coloca Cleber Depieri, agrônomo e paisagista co-fudandor do escritório Depieri Paisagismo.
A tendência deve aparecer por meio de barreiras verdes naturais, que além de criar um ponto de privacidade e sombra, conferem um visual charmoso e natural.
4. Uso de espécies nativas
O uso de espécies nativas e adaptadas à região também tende a aumentar em 2026, trazendo benefícios funcionais e econômicos aos jardins.
“Essas plantas exigem menos manutenção, são mais resistentes às condições climáticas locais e ainda contribuem para a biodiversidade, atraindo pássaros e polinizadores”, acrescenta Lucas.
5. Jardins sensoriais
A busca por espaços verdes que estimulem os cinco sentidos também se mostra em ascensão em 2026. “Ao contrário dos jardins meramente ornamentais, o jardim sensorial assume funções perceptivas, terapêuticas e experienciais, contribuindo para o bem-estar físico e emocional dos usuários”, argumenta Arthur Depieri, paisagista do escritório Depieri Paisagismo.
Para estimular os sentidos, são combinadas diferentes espécies e elementos, explorando cores, formas, aromas, texturas e, inclusive, componentes sonoros, como o som da água e do vento.
Esse tipo de paisagismo é cada vez mais utilizado em hospitais, escolas e residências, atendendo à demanda por locais que promovem bem-estar.
6. Paisagismo prático e funcional
Ao integrar o paisagismo na decoração da residência, o elemento pode se tornar mais do que um simples acessório, podendo facilitar a rotina. “Hortas, pomares e jardins produtivos passam a ocupar papel central nos projetos”, acrescenta Renata.
7. Paisagismo naturalista
“Vejo um crescimento do paisagismo naturalista, que busca reproduzir padrões da natureza. Nesse estilo, as plantas são distribuídas de forma mais orgânica, criando paisagens mais leves, naturais e menos rígidas”, diz Lucas.
8. Espécies tropicais
Em paralelo ao uso de espécies nativas, as espécies tropicais também devem se destacar no paisagismo de 2026. “Plantas como costela-de-adão, philodendros, helicônias, alpínias, calatheas e alocasias, assim como palmeiras e árvores de médio porte, que ajudam a estruturar os espaços e trazer sombras”, diz Cleber.
Ainda, opções como ipês, jabuticabeiras, bromélias e helicônias reforçam o apelo sensorial, enquanto cactos, agaves e capins ornamentais oferecem praticidade.
9. Jardins internos
Priorizando a conexão entre os ambientes internos e a natureza, jardins internos, paredes verdes, vasos de grande porte e áreas verdes conectadas às salas e varandas devem ter um aumento em 2026.
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