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Jardim sensorial, espécies nativas e mais: 9 tendências de paisagismo para 2026

Do design biofílico ao uso de espécies nativas, conheça as principais tendências de paisagismo ainda para este ano

Por Adriana Marruffo 8 Maio 2026, 08h00
Tendências de paisagismo para 2026
Sustentabilidade, praticidade e jardins sensoriais estão em alta para 2026; confira outras tendências. Projeto de paisagismo do Depieri Paisagismo (@depieripaisagismo) e Projeto de arquitetura dos arquitetos Valéria Gontijo e Ilgner Martins (Divulgação/Divulgação)
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Nos últimos anos, a conexão entre casa e natureza é pauta na decoração, abrindo espaço para repensar não somente os jardins, mas a maneira como são integrados no interior da residência. Para 2026, o paisagismo passa de coadjuvante à protagonista dos projetos, priorizando o uso de espécies nativas e a integração do design biofílico. 

A seguir, elencamos as principais tendências de paisagismo que devem dominar 2026, segundo especialistas:

1. Design biofílico

Tendências de paisagismo para 2026
O design biofílico propõe a mistura de materiais naturais, como pedras, com o uso do paisagismo. Projeto de paisagismo da paisagista Catê Poli (@cate_poli_paisagismo) e Projeto de arquitetura do escritório Eduardo Menezes Arquitetura (@cate_poli_paisagismo/Reprodução)

O design biofílico aparece como forma de integrar elementos naturais à arquitetura, promovendo o bem-estar e melhoras na saúde mental, crescendo ainda mais em grandes cidades. 

“A proposta é aproximar os ambientes da natureza de forma planejada, utilizando iluminação natural, ventilação cruzada, vegetação e linhas orgânicas”, indica Renata de Figueiredo, arquiteta, especialista em Design de interiores e Neuroarquitetura e tutora do curso de Design de Interiores do Senac EAD.

Para além da integração de verde, o design biofílico traz materiais naturais em móveis, objetos decorativos e acessórios, como o uso de madeira e pedras. Ainda, a paleta de cores também acompanha a lógica natural, incorporando tonalidades que remetem à natureza, como terracota, marrom, verde e azul. 

2. Paisagismo sustentável

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Jardins com tecnologias de irrigação e menor consumo de recursos visam priorizar a sustentabilidade. Projeto de paisagismo do arquiteto-paisagista Alex Hanazaki (@alexhanazaki) e Projeto de arquitetura do escritório Sabella Arquitetura (@sabella.arquitetura) (@alexhanazaki/Reprodução | Foto: Favaro Jr/Divulgação)
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A sustentabilidade é pauta em tendência, mas, em 2026, esta aparece no paisagismo para encontrar soluções de jardins com menor consumo de recursos

“Trata-se do uso racional da água, escolha de espécies adaptadas ao clima local e redução de manutenção. As pessoas estão cada vez mais conscientes do impacto ambiental e buscam jardins que consumam menos recursos naturais”, pontua Lucas Júnior, paisagista e urbanista e criador do escritório LJS Paisagismo. 

Para isso, integram-se novas tecnologias aos jardins, como irrigação inteligente, coleta de água da chuva e reaproveitamento de materiais. Em paralelo ao design biofílico, aparece o uso de materiais naturais de origem sustentável, como madeira, pedras e fibras naturais. 

3. Paisagismo estratégico

Tendências de paisagismo para 2026
Em 2026, o paisagismo tende a se tornar um elemento estratégico da arquitetura, aumentando a privacidade e a segurança do lar. Projeto de paisagismo da paisagista Monica Costa (@monicacostapaisagismo_), Projeto de arquitetura do escritório HR Arquitetura (@hr.arquitetura) e Projeto de interiores da designer de interiores Cacau Ribeiro (@cacauribeirointeriores) (@monicacostapaisagismo_/Reprodução | Foto: Kenichi Santos/Divulgação)

Seja para chuveiros externos, seja como muros, o paisagismo é usado como estratégia e facilitador da arquitetura da residência. 

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“O paisagismo pode funcionar como um aliado da privacidade e da sensação de segurança. A partir do posicionamento estratégico das espécies, é possível criar uma atmosfera mais confortável para os moradores, especialmente em residências localizadas em condomínios e imóveis com circulação frequente”, coloca Cleber Depieri, agrônomo e paisagista co-fudandor do escritório Depieri Paisagismo. 

A tendência deve aparecer por meio de barreiras verdes naturais, que além de criar um ponto de privacidade e sombra, conferem um visual charmoso e natural.

4. Uso de espécies nativas

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Espécies nativas estarão em alta em projetos de paisagismo em 2026, exigindo menor manutenção. Projeto de paisagismo da paisagista Flávia D’Urso (@flaviadurso_paisagismo) e Projeto de arquitetura da arquiteta Adriana Machado (@adrianamachadoarquitetura) (@flaviadurso_paisagismo/Reprodução | Foto: Mariana Araújo/Divulgação)

O uso de espécies nativas e adaptadas à região também tende a aumentar em 2026, trazendo benefícios funcionais e econômicos aos jardins.

“Essas plantas exigem menos manutenção, são mais resistentes às condições climáticas locais e ainda contribuem para a biodiversidade, atraindo pássaros e polinizadores”, acrescenta Lucas. 

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5. Jardins sensoriais

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Os jardins sensoriais buscam estimular os cinco sentidos, seja por meio do uso de espécies coloridas, seja pelo uso de fontes de água. Projeto de paisagismo da Depieri Paisagismo (@depieripaisagismo) e Projeto de arquitetura do escritório MAAI Arquitetura (@maaiarquitetura) (Clausem Bonifacio/Divulgação)

A busca por espaços verdes que estimulem os cinco sentidos também se mostra em ascensão em 2026. “Ao contrário dos jardins meramente ornamentais, o jardim sensorial assume funções perceptivas, terapêuticas e experienciais, contribuindo para o bem-estar físico e emocional dos usuários”, argumenta Arthur Depieri, paisagista do escritório Depieri Paisagismo. 

Para estimular os sentidos, são combinadas diferentes espécies e elementos, explorando cores, formas, aromas, texturas e, inclusive, componentes sonoros, como o som da água e do vento. 

Esse tipo de paisagismo é cada vez mais utilizado em hospitais, escolas e residências, atendendo à demanda por locais que promovem bem-estar.

6. Paisagismo prático e funcional

Tendências de paisagismo para 2026
A integração de hortas e jardins produtivos garante um paisagismo funcional para o dia a dia. Projeto de paisagismo da paisagista Anna Luiza Rothier (@annaluizarothier) e Projeto de arquitetura das arquitetas Adriana Valle e Patricia Carvalho (Andre Nazareth/Divulgação)
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Ao integrar o paisagismo na decoração da residência, o elemento pode se tornar mais do que um simples acessório, podendo facilitar a rotina. “Hortas, pomares e jardins produtivos passam a ocupar papel central nos projetos”, acrescenta Renata. 

7. Paisagismo naturalista

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O paisagismo naturalista reproduz os padrões da natureza e quebra o uso de linhas rígidas. Projeto de paisagismo do paisagista Mauricio Prada (@mauriciopradapaisagismo) (@mauriciopradapaisagismo/Reprodução)

“Vejo um crescimento do paisagismo naturalista, que busca reproduzir padrões da natureza. Nesse estilo, as plantas são distribuídas de forma mais orgânica, criando paisagens mais leves, naturais e menos rígidas”, diz Lucas. 

8. Espécies tropicais

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O uso de espécies tropicais também se destaca em 2026. Projeto de paisagismo da paisagista Leticia Bononi (@leticiabononipaisagismo) e Projeto de arquitetura da arquiteta Carolina Gava (@carolinagavaarquitetura) (@leticiabononipaisagismo/Reprodução | Foto: Maura Mello/Reprodução)

Em paralelo ao uso de espécies nativas, as espécies tropicais também devem se destacar no paisagismo de 2026. “Plantas como costela-de-adão, philodendros, helicônias, alpínias, calatheas e alocasias, assim como palmeiras e árvores de médio porte, que ajudam a estruturar os espaços e trazer sombras”, diz Cleber.

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Ainda, opções como ipês, jabuticabeiras, bromélias e helicônias reforçam o apelo sensorial, enquanto cactos, agaves e capins ornamentais oferecem praticidade. 

9. Jardins internos

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A integração do paisagismo à área interna também deve crescer em 2026, com jardins internos e paredes verdes. Projeto de Paisagismo do Depieri Paisagismo (@depieripaisagismo) e Projeto de Arquitetura do escritório Denise Zuba Arquitetos (@denisezuba.arq) (Edgard Cesar/Divulgação)

Priorizando a conexão entre os ambientes internos e a natureza, jardins internos, paredes verdes, vasos de grande porte e áreas verdes conectadas às salas e varandas devem ter um aumento em 2026. 

Além do apelo estético, os jardins internos ganham força por seu impacto direto no bem-estar: melhoram a qualidade do ar, ajudam a regular a umidade e introduzem uma camada sensorial ao cotidiano, com aromas, texturas e a presença do verde. Em projetos contemporâneos, aparecem integrados à marcenaria, ocupando nichos, escadas e até banheiros, muitas vezes combinados a soluções de iluminação natural e ventilação cruzada.

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