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Giovanna Antonelli: “Sei quem sou e o valor do que faço, não negocio a minha verdade”

Prestes a completar 50 anos, a atriz se reinventa ao impulsionar outras mulheres rumo às suas potências 

Por Beatriz Lourenço
9 jan 2026, 10h00 •
“Quando decidi ser minha patroa, descobri que somos múltiplas e isso é maravilhoso.”
Prestes a completar 50 anos, Giovanna Antonelli reinventa a carreira ao impulsionar mulheres  (Maga Maju/CLAUDIA)
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  • Giovanna Antonelli não quer ser resumida a pequenas caixinhas. Pelo contrário, o que mais deseja é desconstruir a ideia de que uma mulher precisa fazer uma coisa só. Atriz, palestrante, influenciadora e mentora são algumas de suas profissões — e o que rege sua rotina é não só poder escolher que caminho seguir, mas o frio na barriga de não fazer a mesma coisa todos os dias.

    “Quando decidi ser minha patroa, descobri que somos múltiplas e isso é maravilhoso.” Entre as trocas de looks para realizar este ensaio de capa, a estrela gravou vídeos para as redes sociais, resolveu a agenda do dia seguinte e estudou o roteiro do Prêmio CLAUDIA 2025, apresentado por ela horas mais tarde.

    Tudo isso com um alto-astral inabalável. “Tenho certeza que tudo vai dar certo porque estou sempre com o meu coração aberto. Mesmo se alguém não está compartilhando a mesma energia que eu, dou um jeito de fazer ficar bem.”

    Meio século

    Para Gio, como a chamam os íntimos, a maturidade veio como um presente. Os 50 anos, que chegam no próximo mês de março, foram vividos com gratidão, alegrias, algumas decepções e, acima de tudo, escolhas conscientes.

    Ao olhar para trás, a artista enxerga poesia no próprio percurso: “Fico impressionada com tudo o que fiz para chegar até aqui. Precisei ter muita coragem porque saí de uma vida simples e nada foi fácil”, relembra.

    Sem nostalgia, ela segue adiante com apetite pela vida. “Vou para frente com fome de viver, sabendo que já não tenho mais todo o tempo do mundo para fazer tudo o que gostaria.”

    Ao olhar para trás, a artista enxerga poesia no próprio percurso: “Fico impressionada com tudo o que fiz para chegar até aqui.
    Para Gio, os 50 anos são um presente – foram vividos com gratidão, alegrias, algumas decepções e, acima de tudo, escolhas conscientes (Maga Maju/CLAUDIA)
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    O processo de amadurecimento passa por revisitar dores antigas – especialmente aquelas impostas pela indústria do entretenimento que, por muito tempo, foi cruel com os corpos femininos.

    “Já me cobrei demais, principalmente por ter vivido uma época de pressão estética. Hoje isso não me afeta, mas eu, como tantas outras, sofri”, conta.

    Frases como “você precisa emagrecer” ou “tem que perder cinco quilos” faziam parte do cotidiano de sua geração. 

    Com o tempo, compreendeu que talento e carisma são mais determinantes do que qualquer padrão físico. “O que faz diferença é o que você entrega. Estar mais magra ou mais gorda não faz o menor sentido quando se fala de arte. A carreira artística não tem idade, não tem ruga, não tem cabelo branco.”

    Ainda assim, a autoestima foi uma conquista árdua, veio com autoconhecimento e com a necessidade de aprender a se respeitar. “Hoje me sinto bem porque sei quem sou e o valor do que faço. Não negocio a minha verdade. É isso que me sustenta.”

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    Essa consciência influenciou a forma como viveu 2025 — um ano intenso, produtivo e bastante exaustivo. “Estiquei a corda. Agora vou ter mais critério com o meu tempo. Minha cabeça está no auge, mas meu físico já não acompanha essa agilidade mental”, diz.

    Trabalhar continua sendo sua prioridade, mas agora com mais calma. “Vai ficar tudo aí quando a gente for embora. Acho lindo criar, mas preciso equilibrar melhor as paixões com o descanso e o trabalho.” 

    Por ter crescido em meio aos holofotes, Giovanna aprendeu cedo a tratar a vida íntima com esmero. O que considera sagrado — o amor, a família, os amigos — fica longe da esfera pública.
    “Temos um momento semanal de jantar em que todo mundo traz histórias novas à mesa”, revela a atriz (Maga Maju/CLAUDIA)

    A vida offline

    Por ter crescido em meio aos holofotes, Giovanna aprendeu cedo a tratar a vida íntima com esmero. O que considera sagrado — o amor, a família, os amigos — fica longe da esfera pública.

    Ainda assim, fala com orgulho dos filhos: o mais velho, Pietro, prestes a completar 21 anos, seguiu seus passos e cursa artes cênicas; já as gêmeas Antônia e Sofia, de 16, são focadas nos estudos e adoram longas conversas sobre os mais variados assuntos.

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    “Temos um momento semanal de jantar em que todo mundo traz histórias novas à mesa. Batalho e suo para abrir espaço para eles. E consegui criá-los conscientes mesmo nesse mundo louco digital.”

    É na família que a atriz encontra um território livre de performances, um espaço onde não precisa provar nada a ninguém. “É o meu descanso e onde sou eu mesma. Gosto de preservar isso porque me dá forças para estar inteira no dia a dia. Chego aqui em casa, pego essa energia de acolhimento, saio preenchida e vou enfrentar o mundo.”

    Esse cuidado se estende à forma como organiza sua vida afetiva, mesmo em meio a uma agenda intensa. Ao lado do marido, o diretor Leonardo Nogueira, com quem está há 17 anos, ela construiu uma relação baseada em escuta, liberdade e acordos bem estabelecidos.

    “A gente procura de tempos em tempos fazer uma viagem de casal. Sabemos que, às vezes, há momentos em que estamos mais distantes. Mas também é bom quando a gente não se encontra, sempre falo que a relação dura mais”, comenta, entre risadas.

    Criar tempo para si mesma virou um exercício de autocuidado. A atividade física, algo que vai voltar a incluir na rotina deste ano, e a leitura ajudam até no desenvolvimento da intuição — algo que nunca deixa de lado. “É a minha antena. Todas as vezes que fui contra ela, perdi. Sou uma pessoa mística e tenho fé. Gosto de deixar sempre minha emoção à flor da pele, mas muitas vezes as melhores decisões da minha vida vieram assim, através desse lugar interno de clareza.”
    O autocuidado é prioridade na vida da atriz. A prática veio com esforço e rotina (Maga Maju/CLAUDIA)
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    Criar tempo para si mesma virou um exercício de autocuidado. A atividade física, algo que vai voltar a incluir na rotina deste ano, e a leitura ajudam até no desenvolvimento da intuição — algo que nunca deixa de lado.

    “É a minha antena. Todas as vezes que fui contra ela, perdi. Sou uma pessoa mística e tenho fé. Gosto de deixar sempre minha emoção à flor da pele, mas muitas vezes as melhores decisões da minha vida vieram assim, através desse lugar interno de clareza.”

    Trajetória de sucessos

    Ao todo, seu currículo reúne mais de 30 novelas, além de dezenas de filmes e peças de teatro. A carreira é marcada por histórias que ficaram no imaginário popular.

    É difícil não lembrar da delicada Jade, do folhetim O Clone — tão apaixonante que espalhou as icônicas pulseiras brilhantes pelas lojas Brasil afora.

    Já a delegada Helô, de Salve Jorge, resgatou a protagonista Morena do tráfico e o feito foi um sucesso tão grande que a autora Gloria Perez a trouxe de volta em Travessia, atuando contra crimes virtuais.

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    “O que define um personagem que fica é o quanto ele sai da tela e entra na vida real das pessoas. Além de carregar uma verdade, ele toca em valores universais, como a humanidade, o desejo, a dor, a coragem… O público admira porque, de certa forma, se vê ali.” 

    Para Giovanna, o segredo de estar sempre em cena está na capacidade do intérprete de nunca se acomodar, além da busca por papéis que rompem com qualquer expectativa.

    No drama Rio de Sangue, que estreia em abril, ela dá vida a Patrícia, uma policial que viaja ao Pará a fim de se reconectar com a filha (interpretada por Alice Wegmann, uma médica ribeirinha). Quando a menina é sequestrada pelo garimpo ilegal, a mãe faz de tudo para salvá-la.

    “O que define um personagem que fica é o quanto ele sai da tela e entra na vida real das pessoas. Além de carregar uma verdade, ele toca em valores universais, como a humanidade, o desejo, a dor, a coragem… O público admira porque, de certa forma, se vê ali.” 
    “O que define um personagem que fica é o quanto ele sai da tela e entra na vida real das pessoas. Além de carregar uma verdade, ele toca em valores universais, como a humanidade, o desejo, a dor, a coragem… O público admira porque, de certa forma, se vê ali.” (Maga Maju/CLAUDIA)

    “É uma mulher que você nunca me viu fazendo. Sair desse lugar de conforto é a minha premissa básica. Quando li o roteiro, entendi que era uma história de amor com personagens potentes e que saía da trama da mulher-vítima.”

    Ao todo, foram quatro semanas gravando em Santarém e desvendando as paisagens da floresta, experiências que ficaram guardadas com carinho. “A comida da região é uma das mais sexys do planeta, são sabores que explodem na boca.” 

    Mentora de um futuro coletivo

    Com postura confiante e olho no olho, Giovanna entra no palco com um sorriso e a vontade de mostrar às pessoas que basta um pequeno empurrãozinho para sair do lugar.

    Entre frases como “eu sou potência” e “no presente é onde tudo acontece”, ela faz perguntas, propõe desafios e discursa para motivar a plateia que anseia debater sobre protagonismo feminino e empreendedorismo.

    “Como eu começo?”, ela se pergunta. E logo dá a resposta: “Começando”.

    A ideia de ser mentora surgiu há cinco anos, quando se deu conta de que só prosperou por causa das mulheres que a acompanharam.

    Foi aí que, junto com um sócio, fundou uma plataforma online com cursos de marketing pessoal, superprodutividade, reprogramação mental, entre outros.

    “Mais de 30 mil alunas passaram por lá. Quando comecei a ver os resultados, senti a necessidade de encontrá-las pessoalmente.”

    Para este ano, a ideia é rodar oito estados do país para completar a lista dos 27 estados brasileiros.
    Ano passado, ela esteve em 50 lugares diferentes e realizou mais de 100 eventos. Um deles, inclusive, reuniu mais de sete mil inscritos. (Maga Maju/CLAUDIA)

    Em eventos realizados no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, ela passou a compartilhar experiências usando a própria trajetória como ponto de partida para discutir temas como coragem, consciência e a pressão por performance.

    As palestras têm um tom intimista e direto, marcado por relatos sinceros sobre fracassos, recomeços e autonomia.

    “Quando eu dou uma aula, sempre digo que estou compartilhando o percurso cheio de atalhos, mas que ralei para poder trazer essa informação”, afirma.

    “Falar sobre o erro nos humaniza. Alguém disse algum dia que a gente tinha que ser perfeita, mas precisamos tentar e arriscar para alcançar novos lugares.”

    Ano passado, ela esteve em 50 lugares diferentes e realizou mais de 100 eventos. Um deles, inclusive, reuniu mais de sete mil inscritos. “Me senti a Ivete Sangalo”, brinca.

    “Ver de perto essa troca de energia até me dá um arrepio. Não é sobre número, mas sobre compartilhar uma experiência e ser ouvida.” Para este ano, a ideia é rodar oito estados do país para completar a lista dos 27 estados brasileiros.

    “Hoje posso falar que só conhece o Brasil quem roda o Brasil. Você se depara com histórias grandiosas, sonhos, inspirações… Me transformei como mulher, como pessoa e ainda descobri uma nova forma de sentir amor.” 

    Em março, comemorando o Dia Internacional da Mulher, a atriz realiza o ELAS – Empreendedoras Livres Autênticas e Sonhadoras, uma experiência de dois dias de imersão com mais de 30 convidadas para falar sobre moda, dinheiro, inteligência emocional e construção do futuro.

    “Queremos que as mulheres entrem sonhadoras e saiam realizadoras. Meu sonho é proporcionar uma troca real e lembrar que crescer junto é melhor. Não quero brilhar sozinha.” 

    Foto: Maga Maju
    Edição de moda: Fred Rocha
    Beleza: Yago Maia
    Direção de arte: Kareen Sayuri

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