Um em cada cinco profissionais já foi vítima de assédio sexual no trabalho 

É isso o que revela uma pesquisa realizada por VOCÊ S/A, em parceria com a consultoria Talenses, divulgada na edição de junho da revista 

O assédio sexual no ambiente de trabalho é o tema da edição de junho da VOCÊ S/A, da Editora Abril, que chega essa semana às bancas. Para  embasar a reportagem, a revista realizou, em parceria com a consultoria de recrutamento Talenses, uma pesquisa exclusiva sobre o assunto. Com a participação de 3 215 profissionais de diferentes regiões do país, o levantamento revela que 21% dos entrevistados já foi vítima de assédio sexual. Quando são destacados apenas os dados das mulheres, o índice é mais alto: 34% delas já sofreram esse tipo de abuso. Em 98% dos casos, o assediador ocupa um cargo hierarquicamente superior ao da vítima e em 53% dos episódios nada aconteceu com o abusador. Além disso, o levantamento mostra  65% das vítimas não denunciaram o incidente. Entre os principais motivos para não falar sobre o assunto estão o medo da demissão, o receio de o agressor ser poupado e o sentimento de culpa. 
 
Desde 2001, o assédio sexual é criminalizado no Brasil. Juridicamente, o delito é definido como “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. A pena é de prisão de um a dois anos. Quando a empresa é denunciada, primeiro é proposto um acordo – a companhia tem a chance de combater as práticas de assédio sexual. Se isso não acontece, a companhia é condenada e a justiça cobra uma multa cujo valor será destinado abenfeitorias sociais. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho, em 2018, 2.383 ações sobre assédio sexual foram ajuizadas individualmente no país
 
Na reportagem de VOCÊ S/A deste mês, profissionais compartilham suas histórias de assédio e especialistas explicam o que empresas, colegas e líderes precisam fazer para combater esse crime que prejudica a saúde física e mental das vítimas e gera um prejuízo bilionário para as companhias.