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Uber demite 20 funcionários por assédio sexual

A denúncia deflagrou uma profunda investigação na empresa

Por Da Redação 8 jun 2017, 20h23

Após denúncias de assédio sexual e discriminação, em fevereiro deste ano, a Uber acaba de demitir 20 funcionários e advertir outros 30.

A decisão é fruto de uma investigação que confirmou a denúncia da engenheira Susan Fowler que, em seu blog contou que sofria assédio sexual no trabalho e que suas alegações não foram levadas em consideração pelo RH da empresa devido a importância do agressor dentro da companhia. A investigação revelou 215 casos de assédio, dos quais 100 foram rejeitados e 57 ainda estão sob análise.

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Os nomes e os cargos dos demitidos ainda não foram divulgados, mas sabe-se que alguns eram do alto escalão.

Desde a revelação do caso, a Uber sofre com fuga de talentos que começou a refletir nos negócios da companhia. Há uma notável queda nos preços praticados pela empresa na região de São Francisco, nos Estados Unidos, por exemplo.

Ao mesmo tempo, quando as demissões começaram a vir à tona, a empresa anunciou medidas que visavam promover a diversidade entre seus funcionários: a nova diretora de marca, Bozoma Saint John e Frances Frei, professora da Harvard Business School, que será vice-presidente da companhia e se encarregará da área de liderança e estratégia.

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