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O que desejamos para as mulheres na próxima década

A equipe de CLAUDIA traz na edição de março seus desejos futuros para as mulheres

Por Da Redação - 13 mar 2020, 09h00

Na edição de março, a equipe de CLAUDIA reúne seus desejos para todas as mulheres na próxima década. Veja a seguir:

“Dez anos talvez seja um tempo muito curto para que mulheres não sejam mais caladas, violentadas, presas, assassinadas por travarem uma luta diária pela conquista de nossos direitos. Desejo então que, apesar dos ataques brutais, elas não percam a capacidade de se indignar, imaginar um mundo melhor e batalhar por ele. E que uma pergunta como ‘Quem matou Marielle?’ jamais fique sem resposta.”

Sueli Cerchiaro, revisora


“Desejo que estejamos nos espaços de poder, mas que, sobretudo, nossos representantes levem nossas dores e demandas em consideração sem a tirania dos filtros religiosos, conservadores, provenientes de crenças pessoais.”

Isabella Marinelli, editora de beleza


“Que não precisemos mais ouvir que o mundo está chato porque não aceitamos em silêncio tudo que nos limitou, diminuiu e humilhou por tanto tempo.”

Ana Claudia Paixão, editora


“Que, dentro de casa, no trabalho, no transporte, na escola, as mulheres sejam respeitadas fisicamente, intelectualmente e psicologicamente.”

Barbara Cestaro, produtora de moda

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“Que possamos encontrar força para superar os desafios, mas que também entendamos que não precisamos ser fortes o tempo inteiro. E que tenhamos apoio e carinho nos momentos de fraqueza. Vamos nos ajudar!”

Júlia Warken, editora


“Que as mulheres negras possam ser livres de verdade para encontrar sua história e ancestralidade.”

Esmeralda Santos, estagiária


“Que o silêncio não faça mais parte da vida de nenhuma mulher, que nenhum abuso seja deixado passar, que toda voz seja ouvida.”

Ícaro Guerra, designer


“Desejo um futuro acessível, fundamentado no reconhecimento de que todas nós temos corpos diferentes e que cada um é digno de profunda celebração e respeito. Nesse futuro, ninguém será punida, envergonhada, isolada, excluída ou instruída a dar a volta por trás ou a encontrar outro banheiro por causa do seu corpo. Que as mulheres com deficiência possam se reconhecer em capa de revistas (como esta!), em vitrines e passarelas, assim como na vida cotidiana, como profissionais bem-sucedidas, esposas dedicadas, mães amorosas, amantes apaixonadas.”

Lorena Baroni Bósio, editora de arte


“Liberdade para usar a roupa que quiser, andar na rua com segurança, utilizar transporte público sem ser assediada e ser quem é.”

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Ana Carolina Humaytá, estagiária de arte


“Por causa da minha matéria nesta edição, desejo para as mulheres, em primeiro lugar, um planeta. Sim, pode parecer absurdo, mas, caso as políticas ambientais não mudem urgentemente, nossos descendentes vão sofrer – principalmente pessoas em situações mais vulneráveis, entre elas muitas mulheres. Tudo isso pode ser evitado hoje.”

Lucas Castilho, editor


“Que sejamos respeitadas e que não questionem nossa competência ou sanidade mental só pelo fato de sermos mulheres. Espero também que as mulheres se unam cada vez mais e percebam que, apesar de clichê, somos realmente mais fortes juntas.”

Maria Clara Serpa, estagiária


“Um mundo que não diminua nossa capacidade de sonhar, que não nos mate e que estreite os abismos que dificultam ainda mais a existência de algumas de nós: indígenas, periféricas, negras, LGBTs, com deficiência. Que a caminhada daqui a dez anos seja mais leve para todas e com aliados!”

Ana Carolina Pinheiro, repórter


“Que sejamos livres para andar nas ruas, fazer escolhas, ocupar espaços, amar. Que sejamos livres para viver sem o spray de pimenta na bolsa e sem ter a voz silenciada.”

Gabriela Teixeira, estagiária

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“Que as meninas da geração da minha filha, Beatriz, de quase 2 anos, sejam livres. Que não precisem se encaixar em estereótipos de feminilidade, que possam escolher a profissão que quiserem (sabendo que vão ganhar o mesmo que os homens) e que todas as suas decisões sejam respeitadas e valorizadas.”

Bárbara dos Anjos Lima, editora


“Um mundo livre da violência e do feminicídio.”

Miro Branco, diretor de arte


“Que tenhamos a liberdade de ser quem somos sem temer repressões políticas ou culturais. Quero caminhar pelas ruas e ver mulheres seguras com seu corpo, com a profissão que escolheram e com os candidatos em quem votaram.”

Camilla Venosa, repórter


“Que as mulheres de amanhã não precisem travar as mesmas batalhas que nós, nossas mães e avós enfrentamos há décadas. Espero que avancemos sem deixar que retrocessos e conservadorismos nos barrem.”

Letícia Paiva, editora


“…Que as meninas cresçam

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sem medo de ser meninas.

…Que tenham as mesmas oportunidades que os meninos.

…Que as adolescentes não

tenham medo de usar certas roupas

nem de sair ou viajar sozinhas.

…Que as mulheres tenham

os mesmos salários que os homens

e que ascendam na carreira.

…Que não tenham medo de engravidar

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e ser prejudicadas no trabalho.

…Que não sejam mais assediadas, espancadas, estupradas, queimadas, desfiguradas e assassinadas.

…Que esses desejos não pareçam um delírio de um mundo inatingível… Porque, enquanto lemos estas páginas, alguma mulher está sofrendo violência.”

Guta Nascimento, diretora


“Desejo que as mulheres continuem sendo fortes para enfrentar todos os obstáculos que são postos em nossos caminhos. Vão tentar nos oprimir e nos derrubar, mas juntas seguimos caminhando para um mundo mais justo.”

Gabriela Maraccini, estagiária


“Que a gente tenha derrubado as barreiras machistas que nos excluem dos âmbitos políticos e possamos pensar e fazer leis que nos acolham e beneficiem. Que nossas conquistas não se limitem a exaltar uma única mulher por ter alcançado o posto de maior poder do país; e que sejamos várias em todas as instâncias, a ponto de o número não ter mais relevância.”

Isabella D’Ercole, redatora-chefe

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