6 livros de autores paulistas que você precisa ler

Do clássico ao contemporâneo, veja uma lista de obras incríveis para devorar

No dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo celebra seus 465 anos. Com muita história para contar, a capital serve de inspiração para muitos autores de livros.

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Sendo assim, que tal se aventurar em obras incríveis de autores nascidos na cidade? Confira abaixo 6 livros de autores paulistas que você precisa ler!

A Capital da Vertigem – Uma História de São Paulo de 1900 A 1954 (Objetiva)

 (Saraiva/Divulgação)

Autor: Roberto Pompeu de Toledo
Preço sugerido: R$ 69,90

Após reconstituir em A capital da solidão a história de São Paulo das origens a 1900, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo narra em A capital da vertigem sua arrancada rumo à modernidade. Eis uma cidade que deixa a condição de vila e se torna a maior metrópole do país. É a capital da vertigem: vertigem artística, industrial, demográfica, social e urbanística. Neste painel que vai do início do século XX a 1954 — quando a cidade completa quatrocentos anos —, aparecem personagens como Oswald e Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Washington Luís, Prestes Maia, e Francisco Matarazzo, e surgem episódios que vão da Semana de Arte Moderna de 1922 à epidemia de gripe espanhola, da Revolução de 1924 à chegada do futebol ao país.

Brás, Bexiga e Barra Funda (Melhoramentos)

 (Saraiva/Divulgação)

Autor: Antônio de Alcântara Machado
Preço sugerido: R$ 35,00

Descrição: Os onze contos presentes nesta obra são um riquíssimo retrato da vida urbana e operária da cidade de São Paulo nos anos 1910 a 1920. As rápidas narrativas retratam o cotidiano, a cultura e o linguajar das famílias de imigrantes italianos que viviam nos bairros que dão nome à obra. De leitura rápida e fácil, Brás, Bexiga e Barra Funda encanta, diverte e emociona seus leitores, que rapidamente se identificam com os carismáticos e alegres personagens retratados por Alcântara Machado.

Trinta E Poucos (Companhia das Letras)

 (Saraiva/Divulgação)

Autor: Antonio Prata
Preço sugerido: R$ 37,90

Descrição: Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero — consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues — que fincou raízes por aqui: a crônica. Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade. “Trinta e Poucos” traz crônicas selecionadas pelo próprio autor a partir de sua coluna na Folha de S.Paulo. Um mosaico com os melhores textos do principal cronista do Brasil.”

A Capital da Solidão (Objetiva)

 (Saraiva/Divulgação)

Roberto Pompeu de Toledo
Preço sugerido: R$ 37,90

Descrição: Numa narrativa envolvente e reveladora, o leitor é convidado, capítulo a capítulo, a conhecer momentos cruciais da trajetória da cidade de São Paulo. O destino de São Paulo, ao longo dos três primeiros séculos de existência, foi de isolamento e de solidão. Em 1872, quando os primeiros sinais de prosperidade começavam a visitá-la, por obra da riqueza trazida pelo café, ainda assim a população de pouco mais de 30 mil habitantes a situava numa rabeira com relação às demais capitais brasileiras. Em 1890, já tinha dobrado de tamanho. O momento em que finalmente engrena e começa a virar a São Paulo que se conhece é súbito como uma explosão – na passagem do século XIX para o XX, quando se transformou num aglomerado de gente vinda de diferentes partes do mundo.

Nu, de Botas (Companhia das Letras)

 (Saraiva/Divulgação)

Autor: Antonio Prata
Preço sugerido: R$ 39,90

Descrição: Em “Nu, de botas”, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010. Aos 36 anos, Prata é o cronista de maior destaque de sua geração e um dos maiores do país. São de sua lavra alguns bordões que já se tornaram populares — como “meio intelectual, meio de esquerda”, título de seu livro anterior e de um seus textos mais célebres —, bem como algumas das passagens mais bem-humoradas da novela global Avenida Brasil, em que atuou como colaborador de João Emanuel Carneiro. Prata também é um dos integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, da revista inglesa Granta. As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas – toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas. O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico, encantado.

Operação Caipiroska – Ação, Amor e Emoção na Cidade de São Paulo (Letras do Pensamento)

 (Saraiva/Divulgação)

Cindy Stockler
Preço sugerido: R$ 35,00

Descrição: O ano é 2005, aquele que sacudiu o Brasil com a CPI do Mensalão, a Máfia do Apito no Campeonato Brasileiro, o referendo do desarmamento e outros episódios que tomaram conta dos jornais e da opinião pública dos brasileiros, que acompanharam todos os escândalos ao vivo pela televisão. A cidade é São Paulo, que como todos os municípios do país, segue sua rotina, inabalada. Em meio ao conturbado momento político, a sensual advogada Maria Claudia e o misterioso e engraçado russo Ivan Ivanovitch passam dez dias ao longo do mês de outubro desse ano para cima e para baixo na capital e no litoral paulista, a trabalho e a passeio, ao som da música brasileira, com o futebol, as atrações da Pauliceia e a exuberante Mata Atlântica como pano de fundo, e ainda, entregues aos saborosos quitutes do Brasil e da Rússia. Ao lado do russo que ora é sisudo e carrancudo, ora é simpático e fanfarão, oscilando entre desconfiar dele e temê-lo ao mesmo tempo que não consegue evitar ficar em sua companhia, Maria Claudia se questiona que tanto poderia querer Ivan com um determinado time de futebol da cidade, a ponto de irem a um estádio assistir a um clássico de clubes paulistas. A partir do meio do livro os mistérios de Ivan começam a ser desvendados e a estória segue num crescendo, culminando com uma espetacular operação policial de proporções internacionais e um desfecho emocionante e inesperado.