Dança como forma de superação

Mayara Bilachi conta a influência que a dança teve em sua vida

Mayara Bilachi, 27 anos, vivia momentos de solidão e quietude quando foi diagnosticada com quadro de depressão e ansiedade. Foi então que, em 2016, refletiu entre iniciar o tratamento com medicação ou fazer algo que gostasse muito. 

A decisão de começar a fazer aulas de dança foi algo do qual ela não se arrepende e que mudou sua vida completamente. 

A experiência

Mayara começou sua busca por um tratamento alternativo na dança de salão, mas acabou não se identificando com este estilo de dança. “Como é uma dança a dois e eu era muito tímida, queria algo que pudesse fazer sozinha e ficar a vontade”, explica ela. 

Em busca de um estilo diferente e que se sentisse confortável, Mayara começou a fazer algumas aulas de Fit Dance, que mescla passos de dança com exercício físico. “Na primeira aula eu fiquei um pouco tímida e lembro que até fui me esconder no banheiro porque tinha que rebolar muito. Hoje em dia, quem vê pensa que é mentira porque sempre estou lá na frente rebolando”, conta. 

Logo no primeiro contato com o estilo já foi possível ver que Mayara tinha encontrado seu lugar e também seu novo método de tratamento. “A sensação que tive na primeira aula foi a de um sorriso. Eu estava em um lugar repleto de pessoas – algo que não gostava – e estava sorrindo”, disse. 

Foi nas aulas de dança que Mayara se sentiu acolhida e criou os laços de amizade que mantém até hoje. Até nos momentos em que não estava se sentindo bem para ir às aulas, seus amigos a incentivaram e ajudaram ainda mais no tratamento da depressão. 

“Voltei ao médico depois de algumas aulas e o especialista, que me acompanha desde o começo, me falou que sentiu uma diferença em mim logo que entrei na sala. Ele me disse que estou bem, estou feliz e que consigo seguir a minha vida, mas que devo sempre estar em observação”, conta Mayara. 

A importância da família

Além dos amigos, a família também foi uma peça essencial na superação da doença. A mãe de Mayara, inclusive, fez algumas aulas com ela, a apoiou em todos os momentos e chegou até a vestir a mesma roupa que a filha para mostrar que estaria ao lado dela para tudo o que precisasse. Hoje em dia, apesar de não conseguir mais acompanhar a filha, Mayla conta como é importante envolver a família em todo o processo. 

Evolução do diagnóstico

Depois de dois anos como aluna, ela decidiu fazer um curso profissionalizante e se tornou professora. Hoje Mayara dá aula em academias, no estúdio e aulas particulares. E, mesmo após se tornar professora, ela nunca parou de frequentar as aulas, principalmente para conseguir prestigiar seus colegas de trabalho. 

Mayara conseguiu encontrar outra atividade que a auxilia na superação da doença. Depois de fazer um curso de auxiliar de veterinária, ela passou a trabalhar com animais, complementando assim sua profissão de dançarina. “Eu tento administrar meu tempo com os dois, mas sem a dança eu não fico, é uma coisa para toda minha vida”, explica. 

Mayara finaliza com uma dica para quem está passando pelo mesmo que enfrentou há alguns anos: “Procure o que realmente te faz feliz. Tente, vá e faça, não desista no primeiro momento. Você vai conseguir conquistar o que te faz bem”.

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