Conheça Manu Trigo, atriz de ‘Aruanas’ com paralisia cerebral

Diagnosticada aos sete meses, Manu teve destaque inédito na televisão brasileira

Desmatamento, biodiversidade, crise do clima… As temáticas de Aruanas, série original do Globoplay, não poderiam ser mais relevantes. Mas não para por aí. Além da bandeira do ativismo ambiental, a produção abraça também a causa da inclusão e traz como destaque, pela primeira vez na história da televisão brasileira, uma atriz com paralisia cerebral.

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Antes de entrar para a série como a personagem Gabi, Manuela Trigo, de 12 anos, já havia participado do Teleton, no SBT, desfilando para uma marca de roupa infantil. Atuar, contudo, não era algo que estava em seus planos até ser convidada pela produtora responsável por Aruanas. “Foi uma surpresa e eu adorei!”, conta, em entrevista à CLAUDIA. “A rotina foi tranquila. A maioria das gravações foram feitas aos sábados, e eu não precisei faltar na escola. A mamãe me avisava um dia antes para eu já saber qual era a cena e ensaiávamos em casa. E um pouco antes de gravar lá no set eu ensaiava com os atores”.

Manuela Trigo em Aruanas

 (Fábio Rocha/Rede Globo)

De acordo com dados divulgados pelo último Censo (2010), 23,9% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Destes, 7,5% são crianças com até 14 anos. Ver essa população representada nas grandes mídias, porém, é raro. Não surpreende que Juliana Trigo, mãe da Manu, tenha ficado tão orgulhosa ao ver a filha atuando. “Infelizmente isso não é comum na dramaturgia. A participação dela mostra que todo mundo é capaz. Só precisam de uma oportunidade”, afirma.

Manuela Trigo em Aruanas

 (Fábio Rocha/Rede Globo)

“Eu sempre falo que sou uma criança igual às outras. Gosto de brincar, adoro viajar, passear, frequento uma escola regular e eu amo a minha cadeira de rodas! Eu e minha família somos muito felizes”, diz Manu, que pretende continuar atuando.

Manuela Trigo em Aruanas

 (Fábio Rocha/Rede Globo)

Juntas, Manu e Juliana participam do Projeto LIA (Lazer, Inclusão e Acessibilidade), que tem como proposta implantar brinquedos adaptados em parques já existentes, para permitir que todas as crianças brinquem juntas, promovendo a inclusão social. “O projeto é um movimento nacional de pessoas que lutam pela inclusão na diversão. Cobramos das autoridades a implantação de parques adaptados”, explica a mãe.

Neste sábado (21), para comemorar o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, o projeto promoverá um piquenique na Represa do Guarapiranga. Com recreadores e outras atrações, o evento será aberto ao público.

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