5 mulheres negras que resistiram contra a escravidão

Estas guerreiras lutaram até o fim de suas vidas pelo fim do racismo e o direito à liberdade

O período escravagista, marco de tragédias e sofrimento à população negra, não foi uma época de omissão por parte dos negros. A resistência e a persistência em busca da liberdade eram constantes, e as mulheres negras também estavam presentes dentro dessas manifestações.

Trouxemos cinco exemplos de mulheres negras que cerraram os seus punhos, e resistiram até o último segundo à opressão da escravidão.

Tereza de Benguela

 (Getty Images/Reprodução)

Tereza foi uma líder quilombola que viveu no séc. XVIII no que hoje é conhecido como o estado do Mato Grosso. Era casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho. Com a morte dele, Tereza assumiu a posse do quilombo e através de sua liderança a comunidade indígena e negra se opôs ao regime durante duas décadas. Em 1770, o quilombo foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho e a população (79 negros e 30 índios) foi morta ou aprisionada.

Aqualtune

 (Pinterest/Reprodução)

De acordo com a história, Aqualtune é a mãe de Ganga Zumba e avó materna de Zumbi dos Palmares. Antes de ser capturada, Aqualtune era considera princesa e filha do rei do Congo. Ela liderou em 1655 dez mil homens durante uma invasão em seu reino. Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e vendida ao Brasil, chegando no Porto de Recife.

Aqualtune foi obrigada a ter relações sexuais com outro escravizado para reproduzir mais crianças que seriam futuramente escravizadas também. No fim de sua gravidez, organizou uma fuga para o quilombo na Serra da Barriga. Gamba Zumba nasceu e ao lado dele começou a organização do Estado negro de Palmares. A princesa foi fundamental para a consolidação da república, uma vez que conhecia política e era uma grande estrategista de combate.

Dandara dos Palmares

 (Pinterest/Reprodução)

Um dos maiores ícones da luta da mulher negra. Ao lado de Zumbi como sua companheira, lutou contra a escravidão em Palmares. Se opôs ao acordo da Coroa Portuguesa em condicionar as reivindicações dos quilombolas. Além dos serviços domésticos, ela plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca,  além de levantar armas e liderar grupos femininos do exército negro palmarino. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escravizada.

Maria Felipa de Oliveira

 (Pinterest/Reprodução)

“Heroína Negra da Independência”, como é conhecida, utilizava da capoeira para se defender, e sua missão era libertar seus descendentes e avós, sendo líder na Ilha de Itaparica, Bahia. Liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, fortificou o litoral com a construção de trincheiras, articulou a distribuição de mantimentos para o Recôncavo, além de participar ativamente de vários conflitos.

Zeferina

Com origem angolana, Zeferina liderou o Quilombo do Urubu no ano de 1826, localizado na Bahia. Ela liderou índios e escravizados fugidos. Após vários enfrentamentos com forças do governo, Zeferina foi presa e acorrentada e seus restos mortais foram sepultados em um local desconhecido.

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