15 livros que narram relacionamentos vividos por mulheres

Uma seleção de histórias sobre as mulheres e seus diversos relacionamentos – seja com um amor, com uma amiga, com o mundo ou com elas mesmas.

Para quem está pensando em recuperar o hábito de leitura, selecionamos livros com narrativas deliciosas que vão te fazer perder a noção do tempo enquanto lê. O foco aqui são as mulheres e seus diversos relacionamentos – seja com um amor, com uma amiga, com o mundo ou com elas mesmas. Com essa lista, você não vai conseguir sair do sofá!

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1. Comprometida (Elizabeth Gilbert)

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Comer, rezar e amar nasceu de uma profunda depressão vivida pela escritora Elizabeth Gilbert após um traumático e doloroso divórcio. Ao fim do best-seller, Gilbert se apaixona por outro homem, Felipe – mas leva consigo o compromisso de nunca mais se casar. Quando completam dois anos de relacionamento, no entanto, os EUA proíbem a entrada de Felipe ao país e a única solução possível para o impasse é a união em matrimônio do casal. Assim, começa a saga de estudos antropológicos, históricos e sociais de Gilbert em torno do casamento, passando por  tradições do Vietnã, rituais no Laos, provérbios brasileiros ecausos norte-americanos. Um livro imperdível para quem pretende se casar, ou não – uma vez que, mostrando a história do casamento, Gilbert também acaba narrando a história da humanidade.

Comprometida, de Elizabeth Gilbert
R$ 39,90 – Editora Objetiva

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2. Olhos d’água (Conceição Evaristo)

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Ana Davenga, Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, Zaíta…  Muitas são as mulheres que só podemos conhecer por meio das palavras de Conceição Evaristo em Olhos d’água. Em prosa permeada de poesia, cada uma das personagens representa facetas e relações que nós todas carregamos de certa forma – mulheres, indivíduos, trabalhadoras, filhas, irmãs, amantes, mães, seres de vontades e paixões. O olhar da autora recai especialmente sobre as mulheres negras e periféricas, adicionando a força da ancestralidade e da raça à narrativa, além da precisa e afiada colocação das questões da desigualdade, pobreza e violência urbana ao centro.

Olhos d’água, de Conceição Evaristo
R$ 25,00 – Editora Pallas

 3. Mas você vai sozinha? (Gaia Passarelli)

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O título do livro é frase familiar para toda mulher que decida se aventurar por qualquer esquina de mundo sozinha – aparentemente, há algo notável em uma moça conduzir as rédeas da própria vida. Mas você vai sozinha? não traz ideias utópicas de “abandone tudo e viaje por aí”, mas gostosos casos de uma mulher que se permite ir pelos próprios ventos, sem companhia e sem medo.

Mas você vai sozinha?, de Gaia Passarelli
R$ 39,90 – Globo Livros

4. Livre (Cheryl Strayed)

Sua mãe morreu muito jovem, aos 45 anos; em seguida, seu casamento desmoronou e Cheryl Strayed se viu sem base, sem norte, sem sequer um deus que a pudesse consolar. Assim ela decide realizar sozinha a travessia da Pacific Crest Trail (PCT), trilha de 1.770 quilômetros que sai da costa oeste dos Estados Unidos, passa pelo deserto de Mojave e chega ao estado de Washington. Strayed passa três meses caminhando, com coragem e superação, enquanto busca também respostas e o encontro consigo mesma. O livro deu origem ao filme homônimo, estrelado por Reese Witherspoon e lançado no Brasil em 2015.

Livre, de Cheryl Strayed
R$ 42,90 – Editora Objetiva

5. Como se estivéssemos em palimpsesto de putas (Elvira Vigna)

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 (/Divulgação)

Uma designer em busca de trabalho e um homem contratado para informatizar uma editora decadente se veem trabalhando na mesma sala, onde dia após dia conversam – entre palavras ditas e outras imaginadas. Ele relata a ela suas frequentes relações com prostitutas. Ela ouve, enquanto reflete bastante. A narrativa comporta uma série de camadas, que nos fazem pensar sobre empatia, o contexto sócio-político brasileiro contemporâneo, o verão carioca, o desejo entre corpos, traições, mentiras, poder e conversas escorregadias. As relações interpessoais são a irresistível matéria da literatura de Elvira Vigna, uma das maiores escritoras brasileiras em atividade.

Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna
R$ 44,90 – Companhia das Letras

6. A amiga genial (Elena Ferrante)

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Primeiro livro da Série Napolitana, tetralogia da autora Elena Ferrante, A amiga genial é um livro sobre a amizade e seus tantos galhos ramificados. Em uma Nápoles pobre e violenta do pós-guerra, Elena e Raffaella se atraem e, após se estranharem, se tornam amigas. Elas caminham pela infância e juventude juntas, apesar das diferenças inerentes e das curvas acidentais – o caos também mora dentro da amizade entre duas meninas, sim. Autora de best-sellers na Itália e nos Estados Unidos, Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora que prefere manter sua identidade anônima, apesar do sucesso e das investidas da imprensa.

A amiga genial, de Elena Ferrante
R$ 44,90 – Globo Livros/Biblioteca Azul

7. Todos nós adorávamos caubóis (Carol Bensimon)

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Também um livro em torno da amizade, Todos nós adorávamos caubóis nos apresenta Cora e Júlia, amigas de faculdade que se perderam uma da outra pelas ruas do tempo. Quando retomam contato, elas decidem realizar uma viagem há muito programada e nunca realizada. A aventura pelo Rio Grande do Sul, terra natal de ambas, faz do livro uma road novel, em que viajamos com as personagens enquanto as conhecemos – e ao mesmo tempo em que elas mesmas lidam com inéditas e antigas partes das mulheres que se tornaram.

Todos nós adorávamos caubóis, de Carol Bensimon
R$ 39,90 – Companhia das Letras

8. Um amor feliz (Wislawa Szymborska)

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Segundo livro da poetisa polonesa publicado no Brasil, Um amor feliz traz 85 poemas sem rigor na forma e com o mundo em seu conteúdo. Szymborska se interessa pelas ciências, pela astronomia, física e química; indaga as coisas simples, devaneia sobre todos nós, delicadamente cutuca o mundo com questões. O livro transpira uma experiência de vida cheia da autora, pontuada pela observação e externalizada pela poesia.

Um amor feliz, de Wislawa Szymborska
R$ 44,90 – Companhia das Letras

9. Todos os contos (Clarice Lispector)

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Todos os contos de Clarice Lispector reunidos em uma coletânea – que boa companhia, não? Dos primeiros escritos, na adolescência, às últimas linhas, passando pelos textos mais consagrados e retumbantes. Clarice passa pelas densidades e pelo leve farfalhar da existência, sendo literatura vasta, rica e substancial à vida.

Todos os contos, de Clarice Lispector
R$ 59,90 – Editora Rocco

10. Meus desacontecimentos (Eliane Brum)

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Usualmente dedicada às histórias dos outros, neste livro a repórter e escritora Eliane Brum caminha com as palavras por sua própria vida, “arrancando-se do silêncio para virar narrativa”. Sua maestria com a linguagem é usada para passear pela infância, pelas relações familiares, as descobertas e a rendição representada pela possibilidade de ler, escrever, (tentar) compreender a si e aos outros. Como não poderia deixar de ser, o livro é temperado com interessantes personagens e saídas.

Meus desacontecimentos – A história da minha vida com as palavras, de Eliane Brum
R$ 18,99 – Editora Leya

11. O inventário das coisas ausentes (Carola Saavedra)

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Nina tem vinte e três anos quando conhece e se envolve com o narrador. Tempos depois, ela misteriosamente desaparece. O livro é alinhavado a partir das tentativas de recompor a mulher amada por meio dos diários deixados por Nina – histórias e histórias que levam até ela. Um livro sobre amor, ausência, abandono, escrever e costurar vidas.

O inventário das coisas ausentes, de Carola Saavedra
R$ 37,90 – Companhia das Letras

12. Você é Minha Mãe? – Um Drama Em Quadrinhos (Alison Bechdel)

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 (/Divulgação)

Depois da graphic novel Fun Home – Uma tragicomédia em família, em que investiga principalmente sua relação com o pai (um professor de literatura gay enrustido administrador de uma funerária sediada na casa da família), Alison Bechdel nos leva pela aventura de destrinchar seu relacionamento com a mãe. Trata-se de uma mulher das artes, atriz e amante da literatura e da música, que vive um casamento infeliz e precocemente se distancia da filha. Em um relato muito bem humorado, repleto de referências e de emoção, acompanhamos a autora na investigação do dueto mãe-filha – em que algo sempre nos toca, por uma ou outra razão.

Você é Minha Mãe? – Um Drama Em Quadrinhos, de Alison Bechdel
R$ 59,90 – Companhia das Letras

13. Meu nome é Lucy Barton (Elizabeth Strout)

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 (/Divulgação)

Uma escritora bem-sucedida narra o livro enquanto está internada em um hospital em Nova Iorque devido a complicações de uma cirurgia simples. Ela sente saudades do marido e das filhas, e recebe a visita da mãe por cinco dias seguidos. Elas então repassam o que foi vivido em busca de um acerto de contas, de perdões ou reconciliações – mas dão boas gargalhadas juntas, relembrando episódios da infinitude familiar, ainda que na pobreza e ausências. Neste encontro, mãe e filha tem a oportunidade de se re-conhecer, reinventar e reconstruir afetos. A ficção é engenhosamente conduzida por cada palavra e gesto.

Meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout
R$ 39,90 – Companhia das Letras

14. Mulheres – Retratos de Respeito, Amor-Próprio, Direitos e Dignidade (Carol Rossetti)

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 (/Divulgação)

Em 2014 a ilustradora mineira Carol Rossetti começou a desenhar mulheres diversas em cores, formatos, tamanhos, feições, belezas. Suas criações se tornaram populares na internet e a incentivaram a produzir mais, dando vasão à sede de representatividade e diversidade de todas nós. As personagens de Rossetti são mulheres possíveis, reais, próximas, a reafirmar o poder de seus corpos, identidades e liberdades. Essa edição livro traz um mosaico de mulheres ilustradas e narradas.

Mulheres – Retratos de Respeito, Amor-Próprio, Direitos e Dignidade, de Carol Rossetti
R$ 37,90 – Editora Sextante

15. Um teto todo seu (Virginia Woolf)

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 (/Divulgação)

A renomada escritora britânica devaneia nessa obra sobre como teria sido a vida de uma irmã de William Shakespeare, caso ele a tivesse e ela fosse tão brilhante quanto o irmão. Woolf analisa seu tempo e toda a sociedade, proseando sobre as dificuldades enfrentadas pela mulher ao rejeitar os papeis de submissão. Ela alega que, para uma mulher escrever ficção, ela teria que ter “dinheiro e um teto todo seu” – do contrário, nunca seriam dados a ela a liberdade e a privacidade necessárias para elaborar pensamentos e desenvolvê-los na escrita. Sempre original e fluida, Virginia Woolf nos convida a questionar a quem é dado o direito e as condições para ser criativo.

Um teto todo seu, de Virginia Woolf
R$ 34,00 – Editora Tordesilhas