🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Coceira Vaginal: principais causas, tratamentos e como prevenir

Também chamado de prurido genital, o incômodo pode ser tratado quando há o diagnóstico adequado

Por Lorraine Moreira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2024, 15h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h59
Coceira vaginal
A coceira vaginal é um problema para muitas pessoas (Cliff Booth/Pexels)
Continua após publicidade
Coceira Vaginal: principais causas, tratamentos e como prevenir Priorizar nos meus resultados Google

A coceira vaginal tem diversas causas e atinge mulheres de diferentes idades. Não é difícil encontrar por aí quem relacione esse problema com falta de higiene, mas nem sempre é o caso. A coceira pode ser uma reação alérgica ou até um sinal de que algo no seu corpo não vai bem. Investigar é sempre a melhor opção, e aqui explicamos possíveis causas, tratamentos e cuidados.

O que pode ser a coceira vaginal?

Também chamado de prurido genital, a coceira vaginal pode ser causada por diversos motivos, de acordo com Fernanda Santos Belem, médica ginecologista e obstetra da Clínica Sartor e especializada pela USP. Entre eles:

Infecções

A causa mais comum desse incômodo é a infecciosa, segundo a especialista. Candidíase (um tipo de infecção fúngica), vaginose bacteriana e tricomoníase (uma infecção causada por protozoário) são algumas delas.

Irritação ou reações alérgicas

Quando produtos químicos entram em contato com a região genital ou a vagina, podem causar irritações ou reações alérgicas. Exemplos disso são detergentes de roupa, banhos de espuma, perfumes para as partes íntimas, absorventes menstruais, duchas e esponjas contraceptivas.

Menopausa

A menopausa causa a diminuição do estrogênio. Essa redução pode levar ao ressecamento do revestimento da vagina, e algumas mulheres podem passar a coçar a região para aliviar o desconforto.

Continua após a publicidade

Doenças sistêmicas

Alguns quadros mais raros podem acontecer por doenças autoimunes ou por resposta a doenças sistêmicas que podem causar coceira em outras regiões de pele.

Condições médicas subjacentes

A médica também alerta para condições subjacentes. “A candidíase, que é a principal causa, pode piorar com o uso de imunossupressores, descontrole do diabetes e uso de antibiótico, por exemplo.”

Por outro lado, reações alérgicas pioram a partir do contato com substâncias que causam alergia. “A própria coçadura em si pode tornar o prurido crônico, pela lesão que o ato de coçar causa.”

Continua após a publicidade
Mulher no ginecologista por problemas de saúde íntima
A coceira vaginal deve ser tratada (MART PRODUCTION/Pexels)

Como distinguir a candidíase de outras causas de coceira?

Fernanda diz que a candidíase, além de coceira e ardência, geralmente vem associada com corrimento esbranquiçado com grumos, de aspecto leitoso, e vermelhidão em região genital que são típicos. Algumas questões da história, como ocorrer após uso de biquíni molhado por muito tempo, ou iniciar após uso de antibiótico, também falam a favor.

Tratamentos para a coceira vaginal

O tratamento contra a coceira vaginal é guiado pelo diagnóstico da causa desse problema e pela avaliação das contraindicações específicas e a gravidade do caso. 

Continua após a publicidade

“Quando o assunto é candidíase, de forma geral, é preferível o tratamento local, com pomada ou óvulo vaginal, por ter menos efeitos colaterais. Algumas vezes, em casos repetidos, ou de retratamento, optamos por tratamento via oral, ou até mesmo é necessário fazer a profilaxia.”

Ajustar hábitos, como evitar excesso de umidade de forma recorrente, pode auxiliar na resolução e evitar a recorrência.

Continua após a publicidade

Como tratar em casa até receber o devido tratamento

“Tratar o sintoma é importante para o conforto da paciente e evitar que lesões cronifiquem”, explica a médica. Para isso, tanto pomadas locais podem ser usadas, com muita parcimônia pelo risco, como alguns remédios via oral que ajudam a diminuir a coceira, acrescenta.

Cuidados para não ter coceira vaginal

Segundo a médica, é necessário evitar situações que favorecem a candidíase, como ficar de biquíni úmido por muito tempo. “Além de evitar uso de antibiótico de forma indiscriminada, e fazer o tratamento de doenças de base, como diabetes.” 

Em caso de alergia, evite costumes que levem a uma piora do caso, como excesso de sabão e não retirada de forma adequada na lavagem, uso de amaciante, escolha de tecidos que causam mais irritação, como renda, na região de contato com a pele.

Continua após a publicidade

Como descobrir se o que você tem é uma doença

O exame físico e o histórico completo são passos fundamentais. “Em algumas situações podemos coletar cultura de fungos vaginais, muitas vezes o tratamento e a resposta com melhora após retirada de algum alérgeno nos ajudam a inferir um diagnóstico específico. Mas, em situações menos frequentes, é possível que seja necessário biópsia e exames de sangue”, finaliza.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).