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6 em cada 10 brasileiras não sabem que o HPV causa câncer de colo do útero

Pesquisa inédita revela como a desinformação pode prejudicar na prevenção do câncer de colo de útero

Por Gabriela Nassif 29 ago 2025, 17h08 • Atualizado em 30 ago 2025, 14h43
pesquisa inédita revela dados em relação ao câncer de colo do útero
O câncer de colo do útero é uma das doenças que mais mata mulheres no Brasil (Freepik/Reprodução)
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  • Uma pesquisa inédita de âmbito nacional realizada pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), em parceria com o Instituto Locomotiva, revelou como a desinformação e as fake news têm prejudicado a prevenção e o tratamento do câncer de colo do útero.

    A pesquisa Percepção das Brasileiras sobre Tumores Ginecológicos foi realizada com a participação de 831 mulheres, de 18 a 45 anos, das classes A, B, C e D nas cinco regiões do Brasil. A amostra avaliou o nível de conhecimento sobre o câncer de colo do útero, a adesão às práticas preventivas, como foco na vacinação contra o HPV, métodos de rastreio e a importância da informação correta sobre sintomas e enfermidade.

    6 em cada 10 mulheres não sabem a relação do câncer com o HPV

    A pesquisa revela:

    • 57% das brasileiras desconhecem que o HPV é o principal agente causador do câncer de colo do útero
    • 82% não sabem ao menos uma informação essencial sobre o vírus

      De acordo com as análises, a maioria das mulheres entrevistadas demonstram um grau de conhecimento nulo ao assunto. Os dados revelam um cenário de desinformação preocupante em relação ao contexto brasileiro. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero, doença que mata cerca de 19 mulheres por dia no país e que, só em 2025, deve registrar 17 mil novos diagnósticos.

      “A pesquisa mostrou a necessidade do acesso à informação correta, de origem científica e de fontes primárias, para que as pessoas conheçam mais sobre o tema e como a vacina pode ser um mecanismo preventivo fundamental na proteção”, explica Andréa Paiva Gadelha Guimarães, oncologista e presidente do Grupo EVA.

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      Como as fake news afetam a prevenção da doença

      Imunização e prevenção:

      • 39% não têm ciência de que há prevenção contra a doença
      • 49% têm dúvidas ou descobriram que tinham informações falsas sobre HPV e câncer de colo do útero
      • 42% não tomaram ou não se lembram de ter se imunizado
      • 38% afirmam conhecer muito bem a vacina
      • 87% consideram importante se vacinar contra o HPV

      De acordo com a oncologista, 17.000 casos de câncer de colo do útero poderiam ser evitados com vacinação e exames de rotina. Entretanto, a pesquisa salienta como as fake news são um entrave na prevenção da doença.

      Os resultados da análise refletem como o movimento anti-vacina impactou em uma diminuição da aderência de crianças à imunização.

      Andréa ressalta uma preocupação em relação à descoberta, já que a fase da infância e adolescência são os momentos de maior eficácia da vacina. “Os dados alertam para um olhar especial sobre como as informações falsas podem impactar negativamente a tomada de decisão sobre assuntos muito relevantes que envolvem o dia a dia das mães, famílias e filhos”, acrescenta.

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      A falta de informações também impacta na prevenção clínica

      Exames de rotina:

      • 3 em cada 10 (29%) mulheres de 18 a 45 anos não sabem a utilidade do Papanicolau
      • Metade (49%) desconhece para que serve o exame de DNA-HPV

      Menos da metade fez os principais exames ginecológicos nos últimos 12 meses:

      • 37% realizaram o Papanicolau no último ano
      • 25% relataram que foram submetidas ao USG Transvaginal durante o período
      • 31% já realizaram o DNA-HPV alguma vez

      “Outro alerta importante é a necessidade de um check-up uma vez ao ano para a realização de exames preventivos como consultas ginecológicas, com Papanicolau e testes de DNA-HPV”, afirma a presidente do Grupo EVA. A pesquisa também reafirma a necessidade de maior conscientização sobre a prevenção e realização frequente de exames de rotina.

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