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Todo o comando para elas

Promovido pela CAOA, curso reúne mulheres para ensinar noções básicas de mecânica

Por Abril Branded Content - 29 jan 2018, 12h11

Diferentemente de outros fins de semana deste ano, a publicitária Giovana Machado, 22 anos, e sua mãe, a empresária Regina Murayama, 57, abriram mão de descansar na manhã do sábado do dia 11 de novembro. O motivo? Aprender noções básicas de mecânica automotiva. “Dirijo duas horas por dia”, diz Giovana. “Se alguma coisa acontecer com o carro, não quero ser enganada.” As duas se uniram a outras 20 mulheres para participar do curso Mecânica para Elas – Você no Comando do Seu Carro, promovido pela CAOA. “Preciso acabar com a ignorância para não ficar a vida toda dependendo do meu marido para resolver esses assuntos”, diz Regina.

Iniciado em março de 2017, o curso Mecânica para Elas foi criado pela companhia para comemorar o Dia Internacional da Mulher. O resultado, no entanto, foi tão além do esperado que 12 edições já foram realizadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, Salvador, além de ter datas marcadas para Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza. 

 A iniciativa passou a fazer parte da agenda do grupo automotivo. “A constante busca da mulher por uma maior independência e seu crescente interesse pela mecânica estão entre os fatores que motivaram a elaboração desse curso”, afirma Rogério Gonzaga, diretor de pós-venda da CAOA. A intenção, ele diz, é equilibrar o nível de conhecimento entre o público feminino. “Nenhum cliente pode se sentir enganado ou ludibriado quando entrega o carro para manutenção”, afirma.

Realizada aos sábados, a aula dura cerca de cinco horas e é dividida em duas partes: teórica e prática. Todo o conteúdo do curso de mecânica é ministrado por colaboradoras da área de pós-venda da CAOA, tendo a técnica de serviços, Vanuza Alves da Silva, como instrutora. Durante a aula teórica, Vanuza apresenta informações teóricas sobre o funcionamento de motor, freio, direção, suspensões, ar-condicionado, sistema de transmissão, entre outros. Ao lado de Micaela Rossi, consultora de serviços da CAOA, ela explica o funcionamento de peças isoladas do carro. 

 O conteúdo ainda inclui dicas para economizar combustível e garantir a qualidade das peças por mais tempo. Muito à vontade, as participantes tiram inúmeras dúvidas e compartilham experiências. “Sempre gostei de carro e de lidar com o público”, afirma Micaela. “Hoje sou eu que ensino meu filho sobre o funcionamento dos veículos”, diz ela, orgulhosa. Para ministrar o curso, ambas participaram de um treinamento desenvolvido pelas equipes técnica e de pós-venda da CAOA. 

 Segundo Vanuza, elas foram incentivadas a se colocar na posição das clientes. “Com acesso a esse tipo de informação, elas vão entender a importância da manutenção preventiva e da escolha de um local confiável para fazer reparos”, afirma.

Além de um conteúdo teórico, as interessadas pelo setor automotivo também vão à oficina para conhecer quais peças compõem o veículo. E é na aula prática que as alunas são desafiadas a identificar problemas e realizar reparos simples, como a troca de pneu ou a substituição do filtro do ar-condicionado. 

 Assim como a mãe e filha Regina e Giovana, Simone Santana, nutricionista de 45 anos, também estava entre as participantes do curso. Divorciada há cinco anos e rodando até 70 quilômetros por dia para trabalhar, ela sentiu na pele a necessidade de assumir sozinha os cuidados com o carro. “Tenho de correr atrás de qualquer barulho, agendar revisão, fazer licenciamento, calibrar pneu”, conta ela, que decidiu fazer o curso para buscar mais conhecimento e ganhar mais segurança na hora de argumentar com o mecânico ou o frentista do posto, que sempre pergunta se é para completar o óleo. “Nunca sei o que responder, não sei se estão falando a verdade”, lamenta.

Regina, por exemplo, aprendeu a trocar o pneu. Já Simone, que parece ter saído das aulas muito mais segura, acredita que o curso deveria ser obrigatório para todas as mulheres. E se é para completar o óleo no posto? Todas já sabem a resposta na ponta da língua. De jeito nenhum!

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