Pais anunciam chegada de filho adotivo com texto emocionante

Catarinense comparou processo de adoção com gestação e emocionou seguidores

As redes sociais viraram o lugar preferido de muitos casais para anunciar o nascimento de seus filhos. Afinal, é muito mais fácil fazer uma publicação só do que avisar familiares e amigos um por um sobre o grande acontecimento.

Os catarinenses Rafael Festa e Tatiani Ziegler, juntos há 8 anos, usaram do mesmo recurso para anunciar a oficialização da adoção do filho do casal. Em um texto emocionante, Rafael descreveu todo o processo pelo o qual o casal passou enquanto esperava a chegada do menino de 10 anos relacionando-o com uma gestação.

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Publicado na segunda-feira (26) no Facebook, o texto já teve mais de 82 mil compartilhamentos e mais de 324 mil curtidas. Uma foto da família se divertindo junta ilustra a publicação.

Leia:

“… E O NOSSO BEBÊ NASCEU!

Com 1,44m, 40 quilos e… 10 anos! Nossa gestação não foi das mais convencionais. Não vimos nossa barriga crescer (exceto a minha, mas não por este motivo), mas nosso peito já não aguentava mais de tanto aperto.
Tivemos um curso para explicar como seria nossa gravidez.

Ao invés de um teste de farmácia, tivemos uma assistente social nos falando que existia a possibilidade de estarmos grávidos. Não ouvimos seu coração bater através de uma máquina, mas o nosso acelerou quando uma porta abriu e ele veio em nossa direção. Não fizemos nenhum ultrassom, mas semana a semana tínhamos nossas visitas para poder ver o rostinho do nosso bebê.

Não experimentamos desejos estranhos nem passamos por enjoos terríveis, mas Deus sabe quão ruins eram os domingos à noite, quando precisávamos levá-lo de volta à casa-lar. O acompanhamento da gestação não foi feito por enfermeiras e obstetras, mas sim por psicólogas e assistentes sociais.

A correria para montar o quarto do nosso bebê foi a mesma, mas ele estava junto para opinar na decoração.
Não podíamos bradar ao mundo todo que estávamos grávidos, mas sabíamos que o mundo seria pequeno para tanto amor.

As nossas dores de parto foram as angustiantes semanas de espera por decisões burocráticas. E hoje, o nosso parteiro foi um juiz, sentado em uma cadeira, que assinou um papel e o nosso filho, finalmente, está em nossos braços.

Ao invés de pensar as fases que perdemos, eu gosto de imaginar todas as coisas que já conquistamos e o que ainda vamos conquistar.

Não ouvimos suas primeiras palavras, mas ouvimos ele falar: “Tia, semana que vem quero ir pra sua casa e não quero voltar mais.” Não acompanhamos seus primeiros passos, mas vamos ser o chão dele em qualquer tombo que a vida quiser dar.

Não o levamos pro seu primeiro dia de aula, mas temos trocado um aprendizado constante a cada dia. Não ouvimos seu primeiro choro, mas certamente acompanharemos sua primeira desilusão amorosa.

Talvez não consigamos andar com ele no colo por aí, mas aquele colinho no fim do dia ainda tem um sabor especial. Não tivemos que o colocar em um berço, mas amamos quando ele vai no nosso quarto nos chamar pra dar boa noite pra ele.

Não passamos pela temida fase dos “porquês”, mas estaremos sempre o estimulando a questionar a vida. Não o vimos aprender a escrever, mas estaremos do seu lado, ajudando a escrever o seu futuro da melhor maneira possível.

Ainda somos “tio” e “tia”, e não nos importamos com isso. O amor incondicional vai além dos títulos. O amamos não pelo que ele sente por nós ou pelo que ele pode nos oferecer, mas sim por que queremos toda a felicidade do universo pra ele.

Ainda estamos aprendendo a ser pai e mãe. Da notícia da gestação até o parto foram 8 meses. Um parto até prematuro.  Ainda erramos muito e tenho certeza que isso é uma constante na paternidade. Mas hoje podemos compreender melhor que cada pequena falha foi uma intenção de acertar que não vingou.

Não temos palavras pra agradecer todo o suporte e palavras de incentivo que temos recebido. Nem tentarei colocar nomes aqui pois, certamente, serei injusto com alguém. Mas nosso coração reconhece cada pessoa que tem nos ajudado nessa caminhada.

E que venham todos os clichês sobre pais que sempre ouvimos…” 

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