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Telescópio Hubble capta rosto no espaço

Com ares sobrenaturais, o fenômeno já havia sido catalogado pelas agências espaciais antes

Por Da Redação - Atualizado em 17 fev 2020, 12h02 - Publicado em 1 nov 2019, 15h06

Um registro divulgado pela Nasa nesta semana causou alguns sustos. Na imagem divulgada em comemoração ao Halloween, um “rosto” de grandes olhos brilhantes parece flutuar no espaço. “Quando os astrônomos olham as profundezas do espaço, não esperam encontrar algo olhando de volta para eles”, dizia o comunicado divulgado pela agência espacial.

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Mas, afinal, o que seria este algo? Um alienígena? Um sinal extraterrestre? Lamentavelmente para os aficionados no assunto, a explicação não tem nada de sobrenatural.

Capturado pelo telescópio Hubble, o fenômeno é uma colisão de galáxias mais violenta que o normal ou, como a Nasa classificou, “uma colisão frontal titânica”. Esse tipo de interação já havia sido catalogada pelos astrônomos Halton Arp e Barry Madore entre os anos de 1966 e 1987, no Catálogo de Galáxias e Associações Peculiares do Sul.

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Localizado a 704 milhões de anos-luz da Terra, o sistema flagrado pelo Hubble até possui nome: Arp-Madore 2026-424 (AM-2026-424). Seus olhos seriam então os núcleos das galáxias, enquanto os anéis de estrelas azuis, gás e poeira das galáxias formam o rosto, nariz e a boca.

Nasa/Agência Espacial Europeia/Reprodução

As colisões são um fenômeno comum no universo, exceto quando frontais, que são mais raras e violentas, dando origem à forma anelar do sistema. “As galáxias em forma de anel são raras; apenas algumas centenas residem em nossa vizinhança cósmica. As galáxias precisam colidir na direção certa para criar o anel”, declararam a Nasa e a ESA (Agência Espacial Europeia).

O tamanho dos “olhos” sugere que as duas galáxias da colisão captada pelo Hubble possuem tamanho semelhantes. Caso houvesse uma diferença de tamanhos, a menor seria devorada pela maior.

As previsões astronômicas apontam que a aparência “assustadora” do fenômeno deve durar por “apenas” 100 milhões de anos. Já a fusão completa das galáxias deve ocorrer em, aproximadamente, 1 a 2 bilhões de anos.

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