Senadora sobrevivente do Holocausto é ameaçada de morte na Itália

Ela pediu a criação de um comitê de combate a crimes de ódio, mas não foi apoiada

Liliana Segre foi enviada ao terrível e conhecido campo de extermínio de Auschwitz na Polônia em 1944 e é uma das sobreviventes a um dos piores crimes contra a Humanidade. Hoje, aos 89 anos, ela precisou de auxilio da polícia italiana após ser ameaçada nas redes sociais.

Liliana é senadora na Itália e pediu ao parlamento do país a criação de um comitê de combate à crimes de ódio. Alguns parlamentares se abstevieram da votação, sendo membros do partido nacionalista A Liga e os irmãos de Itália de extrema-direita. Apesar da falta de apoio, a medida de Segre foi aprovada, e ela disse que “as abstenções dos partidos de direita a fizeram se sentir como uma marciana no Senado”. 

Depois de sua proposta, Segre recebeu mais de 200 mensagens de ódio por dia. Renato Saccone prefeito de Milão, fez uma reunião na quarta (6), e decidiu junto ao comitê de segurança e ordem que a senadora precisava de proteção policial após perceber que algumas ameaças poderiam ser realmente prejudicial a ela.

Não perca o que está bombando nas redes sociais

O Ministério Público de Milão está investigando as mensagens enviadas para Segre e pediu apoio da polícia antiterrorismo da Itália.

Quando ainda jovem e durante a 2ª Guerra Mundial, Segre foi transferida de um campo de extermínio na Polônia e levada ao campo de concentração de Ravensbrück, na Alemanha, com outros judeus, em 1945. Semanas depois ela foi levada para outro campo e liberada pelo  Exército Vermelho da União Soviética, sobrevivendo à Guerra. É impressionante que mesmo 74 anos depois de um dos piores genocídios da História, ela tenha que voltar a temer por sua vida.

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