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Ricky Martin convocou multidão para protestar contra governo de Porto Rico

O cantor, junto com milhares de porto-riquenhos, pedem a renúncia do governador Ricardo Rosselló

Por Da Redação Atualizado em 17 fev 2020, 15h20 - Publicado em 22 jul 2019, 17h57

Milhares de pessoas estão participando de manifestações e de uma greve nacional nesta segunda-feira (22), em San Juan, Porto Rico. Uma delas é o cantor Ricky Martin, que usou seu Instagram para convocar uma multidão para protestar contra o governador Ricardo Rosselló, alvo de investigações após ter conversas do Telegram vazadas por um jornal porto-riquenho.

Foram, no total, 889 páginas de mensagens expostas em 9 de julho. Elas mostram que houve manipulação de pesquisas políticas para promover a imagem pública de Rosselló e de sua administração, além de piadas de cunho sexual e misóginas. Um dos alvos das ofensas foi o cantor porto-riquenho – uma das mensagens diz que “Ricky Martin é tão machista que dorme com homens, porque as mulheres não o excitam”.

“A única coisa que o senhor acaba de fazer com essa mensagem que acaba de divulgar é brincar com a saúde mental dos porto-riquenhos (…) exijo dos presidentes do poder legislativo na ilha que, por favor, comecem o processo de julgamento político. Se não quer sair, essa é a única opção que nós temos”, disse Martin em mensagem publicada em suas redes sociais.

“Vocês têm que escutar o pedido em massa de cada um dos porto-riquenhos, é a única coisa que pedimos, essa é a única opção que temos. Os senhores têm que começar com esse processo já”, continuou Martin.

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#rickyrenuncia #residenciamientoYA

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#RickyRenuncia

O vazamento das mensagens culminou na pior crise política da história de Porto Rico. Rosselló enfrenta protestos diariamente, mas resiste à pressão para renunciar – um movimento chamado #RickyRenuncia está ganhando adeptos mundialmente.

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No domingo (21), o governador chegou a anunciar que não irá se candidatar a reeleição, mas ainda não deu o que a população realmente quer: a sua saída imediata. Com isso, os protestos continuam fortemente em todo o país.

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Rosselló pediu perdão publicamente, mas insistiu que não fez nada de ilegal. No entanto, as consequências foram rápidas: os outros membros do grupo envolvidos nas conversas no Telegram foram demitidos ou deixaram seus cargos. Além disso, aliados políticos se afastaram do governador e murmúrios sobre um possível processo de impeachment começaram.

E teve quem sofresse consequências ainda piores: dois ex-funcionários do governo de Rosselló foram presos sob acusação de corrupção pelo FBI, no dia 10 de julho.

Insatisfação crescente

A insatisfação política dos porto-riquenhos não é algo novo. Dois anos antes do escândalo envolvendo as mensagens vazadas do Telegram, Rosselló já se envergonhava por sua má condução na contagem de mortes vítimas do Furacão Maria, que causou grande destruição em 2017.

Além disso, a população critica o governador por sua “falta de espinha” para confrontar Trump – o governo estadunidense ofereceu pouco apoio ao país após o desastre natural, deixando o Porto Rico com um prejuízo de milhões de dólares. Essa situação abriu os olhos dos porto-riquenhos para a grande dependência colonial ainda existente, fazendo com que se iniciasse uma onda de contestação.

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