Raptada, estuprada e assassinada aos 6: a história de Alesha

Aos 17 anos, Aaron Campbell, autor do cruel crime, foi condenado a 27 anos de prisão

Em julho do ano passado, uma história de crueldade chocou o Reino Unido. Alesha MacPhail, de apenas 6 anos, foi sequestrada, estuprada e brutalmente assassinada por um adolescente de 16 anos. Hoje, aos 17, Aaron Campbell está condenado a 27 anos de prisão, mas os pais da pequena ainda clamam por justiça.

Alesha vivia com sua mãe, Georgina Lochrane, de 24 anos, em Coatbrigde, Lanarkshire, na Escócia. Na ocasião em que sua vida foi tirada, a garota estava aproveitando as férias em uma ilha, em Clyde, onde iria passar três semanas com seu pai, Robert MacPhail, e seus avós.

Mas Alesha só teve a oportunidade de passar alguns dias no local. Sua avó, Angela King, de 47 anos, foi quem percebeu primeiro que sua neta estava desaparecida, no fatídico 2 de julho.

A família iniciou, então, uma busca pela menina, juntando dezenas de vizinhos voluntários. No entanto, seu corpo nu e machucado foi encontrado no terreno de um antigo hotel três horas depois do início das buscas.

Alesha foi encontrada com 117 ferimentos do violento ataque que sofrera. O patologista que realizou os exames disse ao júri, no dia do julgamento, que “nunca havia visto feridas como as que encontrou nas partes íntimas da garota”.

Aaron Campbell Aaron Campbell foi condenado a 27 anos de prisão

Aaron Campbell foi condenado a 27 anos de prisão (Daily Mail/PA/Reprodução)

Julgamento

Campbell foi preso no dia 4 de julho de 2018. Durante o primeiro dia de julgamento, o adolescente confessou que conhecia a família de Alesha porque já tinha comprado maconha com o pai da menina.

Além disso, o assassino acusou, primeiramente, Toni McLachlan, a namorada de Robert, o pai, de ter cometido o assassinato. Ele ainda disse que teve relações sexuais com ela no dia em que Alesha foi morta e que a mulher teria pegado o preservativo usado na ocasião para “plantar” o DNA dele na cena do crime.

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McLachlan, no entanto, afirmou que “amava” Alesha e não tinha ligação com sua morte. O DNA de Campbell foi encontrado por todo o corpo de Alesha e em suas roupas. Para completar, câmeras de seguranças flagraram o adolescente saindo de sua casa em três ocasiões diferentes, no dia 2 de julho.

A mãe de Alesha, Georgina, acompanhou todo o julgamento e, em seu depoimento, disse que não conseguia expressar o quão devastada estava por ter perdido sua “linda, feliz e sorridente garota”.

Confissão

Aaron Campbell apenas confessou ter estuprado e matado Alesha em março deste ano. O juiz responsável pelo caso, Lorde Matthews, classificou o ato cruel de Campbell como uma “desconcertante falta de remorso”.

De acordo com o jornal britânico The Telegraph, ele afirma que o adolescente alegou ter tido que “fechar a boca” para não dar risada durante seu julgamento. Além disso, ele diz que o criminoso se declarou “bastante satisfeito” com o assassinato.

Alesha

 (Facebook/Reprodução)

Campbell pegou Alesha de sua cama, quando ela estava dormindo. Ao ser perguntado pela garota quem ele era, o adolescente respondeu: “Sou um amigo de seu pai e estou te levando para casa”, se referindo ao local onde morava com sua mãe. No entanto, ele a feriu e a abusou, abandonando o corpo em seguida.

Georgina disse Daily Record, na época do crime, que queria ficar cara a cara com o assassino. “Eu só quero saber, por que ela? Por que Alesha? Eu tenho perguntas que precisam ser respondidas e ele é o único que pode respondê-las”, declarou.

Recentemente, Campbell fez um pedido à corte que reduzisse sua sentença de 27 anos, pois era “excessiva e um erro de justiça” devido sua idade. A mãe de Alexa considerou o apelo “uma piada”, conforme escreveu em sua página no Facebook “Justice for Alesha” (Justiça por Alesha).

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