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Profissionais da saúde acompanham Papa Francisco na Via Crucis

A cerimônia religiosa deixou o tradicional Coliseu por conta da pandemia. Neste ano, a procissão foi feita na Praça São Bento

Por Da Redação - Atualizado em 11 abr 2020, 11h01 - Publicado em 10 abr 2020, 21h51

A pandemia do novo coronavírus mudou o itinerário da tradicional procissão de Via Crucis da Sexta-feira Santa na Itália. Neste ano, a cerimônia religiosa não foi realizada no Coliseu, mas sim na Praça de São Pedro, no Vaticano. Por conta do distanciamento social, os fiéis não puderam acompanhar de perto os dizeres e bençãos do Papa Francisco esta noite.

O líder religioso foi acompanhado médicos e enfermeiros, que carregavam as tochas que iluminavam o trajeto da procissão. A participação desses profissionais da saúde do Vaticano foi uma homenagem aos que estão na linha de frente do combate à Covid-19 nos hospitais de todo mundo. Além deles, um policial, um capelão da prisão de Pádua e um ex-detento.

Anadolu Agency/Getty Images

Do lado externo da Basílica de São Pedro, dos degraus, o Papa acompanhou a Via Crucis, que para os católicos é visto como o caminho que Jesus Cristo percorreu antes de ser crucificado. Já os outros convidados que estavam na procissão circularam em torno do obelisco central da praça.

Na Santa Cruz, que antecedeu a procissão, Francisco fez menção à pandemia, alertando à população que se acha poderosa e erroneamente imune ao vírus. Como sinal de obediência e humildade, o Papa também se deitou no chão do vaticano durante a cerimônia. 

O Rev. Raniero Cantalamessa, que também estava na cerimonia, chegou a afirmar para outros religiosos presentes de que “foi necessário apenas o menor e mais sem forma elemento da natureza, um vírus, para nos lembrar que somos mortais”, alertou. Para ele, o mundo não será o mesmo depois desse episódio. “Voltar ao modo como as coisas eram é a ‘recessão’ que devemos temer mais”, completando que o vírus quebrou “barreiras e distinções de raça, nação, religião, riqueza e poder”.

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