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Primeira mulher a andar no espaço vai ao ponto mais profundo do oceano

A astronauta Kathryn Sullivan mergulhou nas profundezas da Depressão Challenger, o ponto mais baixo da superfície terrestre

Por Gabriela Maraccini Atualizado em 11 jun 2020, 16h01 - Publicado em 10 jun 2020, 17h00

Kathryn Sullivan, a primeira mulher a andar no espaço, se tornou agora, aos 68 anos, a primeira mulher a atingir o ponto mais profundo do oceano. No último domingo (7), a astronauta e oceanógrafa mergulhou a 35.810 pés (cerca de 10.915 metros) a fundo da Depressão Challenger, o ponto mais baixo da superfície terrestre, de acordo com a EYOS Expeditions, a empresa que coordenou a logística da missão.

Sullivan e o explorador Victor L. Vescovo passaram cerca de uma hora e meia no local. Lá, a dupla capturou imagens e, depois de quatro horas de viagem até a superfície, contatou um grupo de astronautas da Estação Espacial Internacional, localizada a cerca de 409 quilômetros da Terra.

“Como uma oceanógrafa e astronauta, esse foi um dia extraordinário, vendo a paisagem lunar da Depressão Challenger e depois comparando anotações com os meus colegas na Estação Espacial Internacional sobre nossa extraordinária nave espacial”, declarou Sullivan em comunicado publicado pela EYOS Expeditions na última segunda-feira (8).

Seu colega congratulou Sullivan pela conquista em seu perfil no Twitter. “Acabei de voltar da Depressão Challenger! Minha co-pilota foi a Dr. Kathy Sullivan agora a primeira mulher a ir até o fundo do oceano e uma ex-astronauta como administradora da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional! Parabéns a ela! Essa foi a minha terceira vez nas profundezas. Ótimo trabalho da equipe, Triton e EYOS”, escreveu.

Sullivan se juntou à Nasa em 1978 como parte do primeiro grupo de astronautas estadunidenses a incluir mulheres. Em outubro de 1984, ela se tornou a primeira mulher a andar no espaço.

Sua paixão pelo oceano vem de antes de se tornar astronauta. De acordo com o site especializado em história espacial, Collect Space, Sullivan participou de uma das primeiras tentativas de usar um submersível para estudar os processos vulcânicos que formam o oceano.

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